Navegando por Assunto "Comunicação de massa - Aspectos políticos - Brasil"
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- DissertaçãoEnfrentamento à desinformação: uma análise da campanha "Fato ou boato" da justiça eleitoral(2025) Barros, Lindsay de OliveiraO assunto desta dissertação é o enfrentamento à desinformação pela comunicação pública no contexto das mídias digitais. A pesquisa parte do seguinte problema: como a desinformação tem sido enfrentada pela comunicação pública? Para responder à pergunta norteadora, o trabalho utiliza, como metodologia, a análise bibliográfica e de conteúdo. A pesquisa se justifica devido às proporções que os conteúdos enganosos e danosos adquiriram com as mídias sociais digitais nos últimos anos, tornando o enfrentamento a esse fenômeno uma diligência necessária aos comunicadores públicos. O objeto da pesquisa são postagens da campanha de checagem de fatos da Justiça Eleitoral, “Fato ou Boato”, durante o período eleitoral de 2022. O objetivo geral do trabalho é discutir como o fenômeno da desinformação na atualidade tem sido enfrentado pela comunicação pública, a partir da análise da campanha “Fato ou Boato” da Justiça Eleitoral. Os objetivos específicos são: a) debater, sob o ponto de vista do paradigma complexo de Edgar Morin (2015), o fenômeno da comunicação, bem como discorrer sobre os princípios da comunicação pública; b) retratar a desordem informacional abordando suas formas de manifestação e o contexto de seu êxito nas sociedades atuais; c) apresentar a conjuntura da criação da campanha “Fato ou Boato” e realizar a análise de seu conteúdo a partir do recorte definido; e d) refletir sobre os desafios da comunicação pública no enfrentamento à desinformação. Os referenciais teóricos que guiam a pesquisa são: Marcondes Filho (1996 e 2012), Martino (2015) e Jorge Duarte (2009) quanto à comunicação; Wardle e Derakhshan (2017) sobre a desordem informacional; Castells (2018) e Cesarino (2022) em relação à tecnopolítica e à crise das instituições; e Bardin (1977) para a análise de conteúdo. Os resultados do estudo indicam a existência de uma real preocupação da comunicação pública com o fenômeno desinformacional, contraposta ao fato de que as ações de enfrentamento não estão sendo plenamente exploradas em suas potencialidades, tampouco completamente adaptadas à lógica das redes sociais digitais.
- DissertaçãoPolítica e espetáculo: do espaço público à imagem pública(2008) Gomes, Calil de SiqueiraEsta dissertação está inserida na linha de pesquisa teorias da comunicação e cultura, na semiosfera de ética do discurso, ideologia, linguagem e ciência política. Serão abordados os discursos, entrevistas e campanhas publicitárias das eleições presidenciais de Lula e Collor em 1989, Lula e FHC em 1994, Lula e FHC em 1998, Lula e Serra em 2002, Lula e Alckmin em 2006. No cenário brasileiro existe uma cultura política. Nas últimas décadas ficou bastante simbolizada pelos partidos de esquerda e direita. Há uma vertente publicização do privado e uma privatização do público. De outro lado, vemos o privado cada vez mais em público, porque os procedimentos da vida pública infiltram a vida privada e passam a regulá-la de acordo com o modelo de relação que lhe é típico: o debate ao invés da autoridade, ou seja, o privilégio da comunicação. A política tornou-se a arte de acomodar interesses, originando o conceito de despolitização (política esvaziada de seu conteúdo ideológico com idéias, projetos e programas), dando acesso ao negócio de se chegar ao poder. Os meios de comunicação foram responsáveis para expandir os ideários do discurso dos partidos de esquerda e de direita. O que se observa que tanto os partidos de direita quanto os de esquerda buscam ser reconhecidos como potenciais representantes do povo. É nesse ideário que fortalece a imagem de Lula, que depois de várias eleições perdidas, consagrou-se em 2002 como Presidente da República.