Navegando por Assunto "Comunicação interpessoal"
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- DissertaçãoComunicação e pensamento sistêmico: um estudo sobre "constelações familiares"(2016) Bassoi, Vera Lucia MunizA pesquisa tem como tema a comunicação sob a perspectiva do pensamento sistêmico, na confluência do pensamento filosófico de Bert Hellinger, criador das Constelações Familiares. Com o objetivo geral de compreender a comunicação interpessoal no âmbito familiar e específicos de explicitar os ruídos que interferem na comunicação entre familiares, bem como demonstrar que a Constelação Familiar pode amenizar tais ruídos, buscamos contribuições no pensamento sistêmico de Bateson e nos conceitos de campo mórfico e ressonância mórfica, dados por Rupert Sheldrake. Também nos apoiamos, nas discussões sobre a comunicação, em Norval Baitello Júnior, entre outros. Para alcançar tais objetivos, apresenta-se um caso clínico, que se vale de bonecos para representar familiares da pessoa que recebe atendimento individual, sendo que a narrativa tem um papel preponderante e, em seguida, analisamos essa mesma sessão considerando os conceitos mencionados. A relevância desta pesquisa está na possibilidade de tratar a comunicação interpessoal, no âmbito familiar, na perspectiva do pensamento sistêmico.
- DissertaçãoComunicação interpessoal através da língua brasileira de sinais: a relação entre a comunidade surda e a família(2012) Santos, Alexandre Henrique Elias dosFoi através do ato comunicativo que o homem produziu e produz conhecimento, assim sendo todo indivíduo enquanto ser social deve estabelecer formas de comunicação concernentes às suas necessidades, de modo que o ato de comunicar é inerente à condição humana. Quanto à comunicação de sujeitos surdos propriamente ditos existem vários pontos de vista conflitantes que podemos explicitar em algumas correntes: a sociedade de modo geral desconhece a Língua de Sinais, entre especialistas por outro lado o debate é secular, dividido entre aqueles que defendem o oralismo e aqueles que defendem a sinalização. É neste cenário que elaboramos a questão que norteou nosso trabalho: quem são os principais responsáveis quanto a aquisição da LIBRAS pelos utentes surdos profundos e severos. Utilizando principalmente a pesquisa bibliográfica bem como as observações colhidas pelo autor na experiência cotidiana como professor e intérprete de LIBRAS, ao longo deste trabalho, apresentamos algumas das principais teorias comunicativas utilizando autores como Martino que conceitua a comunicação, Defleur e Ball-Hokeach que traçam historicamente a evolução do processo comunicativo e Macluhan que define os meios e tipos de comunicação, entre outros situando historicamente, a fala, a escrita, as línguas de sinais Americana e Brasileira (ASL e LIBRAS), demonstramos a possibilidade comunicativa dos sujeitos surdos severos e profundos através da utilização da Língua Brasileira de Sinais–LIBRAS- como língua natural destes, capaz de expressar e comunicar ideias, impressões, sentimentos, acontecimentos. Partindo desta concepção visamos ainda demonstrar que, para tais sujeitos surdos, oriundos de famílias ouvintes (cuja ocorrência é de 90% dos casos), é imprescindível não somente o diagnóstico da surdez, bem como, a utilização da LIBRAS como modelo comunicativo para todos desse núcleo social. Apontamos através de vários teóricos, como Quadros, Karnopp e Gesser entre outros que o surdo, assim como o ouvinte, estabelece modelos comunicativos que, embora diferentes da língua oral auditiva sejam concernentes com os conhecimentos por ele construídos ao longo de sua vida. De forma que pudemos concluir que a LIBRAS assim como a Língua Portuguesa são modalidades comunicativas do utente brasileiro, cujas diferenças se 7 baseiam nas características dos falantes, diferenças estas não somente quanto ao canal comunicativo (gestual-perceptivo ou oral auditivo), bem como quanto ao aspecto linguísticos, e ainda que a família como instituição social primária para todos os indivíduos é o principal esteio para que o surdo severo ou profundo possa desenvolver plenamente suas capacidades comunicativas desde a mais tenra infância. Ressaltamos ainda que para a família ouvinte com filhos surdos é imprescindível o apoio especializado tanto em relação á compreensão desta modalidade comunicativa, LIBRAS, quanto em relação à própria surdez, bem como a compreensão da evolução histórica do sujeito surdo na sociedade, ou seja, o papel do surdo como sujeito de direito. Ao fio finalizar este trabalho conclui ainda que embora um longo caminho tenha sido trilhado pelos sujeitos surdos, cabe a sociedade de modo geral tomar conhecimento das especificidades dos cidadãos não ouvintes garantindo espaço para eles e apoio para que suas famílias possam desenvolver formas comunicativas adequadas as necessidades.
- DissertaçãoPráticas populares na urbe: a Feira Beco do Inferno como lugar da comunicação e empoderamento social(2025) Zenebre, FláviaO estudo da cidade demanda uma abordagem interdisciplinar para abranger suas diversas dimensões. No contexto deste trabalho, as práticas socioculturais em espaços públicos são analisadas como atos de resistência e empoderamento social. O presente estudo situa-se na área da Comunicação e Cultura, tendo a Geografia Cultural como área agregada, uma vez que aborda os espaços da urbe como produtores de uma comunicação de resistência. Dessa maneira, o objeto de estudo é a comunicação propiciada pelo evento Feira Beco do Inferno, entendendo-a como lugar da comunicação popular e do empoderamento social, uma vez que reúne artistas de arte de rua – e outros – que, muitas vezes, são marginalizados pela cultura dominante. A investigação delineia-se pela seguinte questão: como a comunicação interpessoal e as práticas socioculturais, em eventos alternativos como a Feira Beco do Inferno, influenciam a experiência urbana a partir da ocupação dos espaços públicos centrais? Com a pergunta norteadora, traça-se o objetivo geral de compreender como a comunicação ocorre nas edições da Feira Beco do Inferno, realizada na cidade de Sorocaba, SP, e quais conteúdos são reveladores da experiência dos atores sociais na urbe. Para tanto, utiliza-se as contribuições de Milton Santos e Joice Berth para questões de cidade, de forma complementar, as contribuições de Nestor García Canclini e Zygmunt Bauman para questões de identidade territorial e espaços públicos. No campo da Comunicação, recorre-se a Luiz Beltrão e Stuart Hall. Como aporte metodológico, recorre-se a etnografia urbana de José Guilherme Cantor Magnani, a partir de um estudo que investe tanto nos atores sociais quanto no ambiente urbano, a partir de uma análise observacional das edições 28ª, 29ª e 30ª da Feira Beco do Inferno, realizadas em 2024, tendo, como resultado o apontamento de que o evento estudado é um importante aparelho de empoderamento social, reforçando o direito de ocupar e transformar o espaço público em um lugar inclusivo, de diálogo, resistência e acessibilidade