Oliveira, Édison Trombeta deDomingues, Alison LeandroDomingues, Alison Leandro2025-12-222025-12-222025https://repositorio.uniso.br/handle/uniso/2470https://doi.org/10.22482/dspace/645O processo do conhecimento sempre representou um dos principais eixos de interesse do pensamento filosófico, sobretudo diante da contínua e inquietante busca por um saber sobre a existência do indivíduo e da natureza humana. O presente artigo tem por objetivo apresentar, de modo panorâmico, uma perspectiva epistemológica que confronte duas abordagens filosóficas aparentemente convergentes, embora separadas por cerca de 12 séculos, acerca do pensamento enquanto gênese da autoevidência existencial. Analisa-se, então, o desenvolvimento do cogito agostiniano, no contexto cristão da Patrística medieval, e sua hipotética influência na elaboração dos conceitos de Descartes, filósofo moderno do século XVII, fundamentados em seu método racionalista e, supostamente, universal. Para tanto, a pesquisa adota um caráter qualitativo e bibliográfico, empregando a metodologia comparativa entre as obras dos referidos autores. Portanto, com meios e finalidades em princípio divergentes, busca-se estabelecer os paralelismos entre ambos os pensadores no que concerne ao processo do pensar enquanto certeza de si e do mundo exterior, por meio de uma passagem intrínseca e gradativa da subjetividade à objetividade. Assim, em meio a essa suposta “guerra de patentes”, torna-se possível a conclusão de que ambos revolucionaram o pensamento ocidental, cada qual a seu modo, com algumas premissas convergentes, mas intenções claramente distintas, escrevendo uma “mesma partitura sob claves diferentes”.The process of knowledge has always represented one of the main areas of interest in philosophical thought, especially in view of the continuous and disturbing search for a guarantee of the existence of the individual and human nature. This article aims to present, in a panoramic manner, an epistemological perspective that confronts two apparently convergent philosophical approaches, although separated by almost 12 centuries, regarding thought as the genesis of existential self-evidence. The article then analyzes the development of the Augustinian cogito in the Christian context of medieval Patristics, and its hypothetical influence on the elaboration of the concepts of Descartes, a modern philosopher of the 17th century, based on his rationalist and supposedly universal method. To this end, the research adopts a qualitative and bibliographical character, employing the comparative methodology between the works of the aforementioned authors.Therefore, with initially divergent means and purposes, the article seeks to establish parallels between both thinkers regarding the process of thinking as certainty of oneself and the external world, through an intrinsic and gradual passage from subjectivity to objectivity. Thus, in the midst of this supposed “patent war”, it becomes possible to conclude that both revolutionized Western thought, each in their own way, with some convergent premises, but clearly distinct intentions, writing the “same score in different keys”.Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 BrazilFilosofia - TCCUniversidade de Sorocaba - TCCParalelismos do cogito em Agostinho e Descartes: uma investigação epistemológica acerca do pensamento como autoevidência existencialMonografia / TCCCiências Humanas::Filosofia