Martins, Marinete AparecidaTeixeira, Bruna IrineuTeixeira, Bruna IrineuDionisio, Danilo dos SantosDionisio, Danilo dos SantosNunes, Eduarda ResendeNunes, Eduarda Resende2025-12-222025-12-222025https://repositorio.uniso.br/handle/uniso/2466https://doi.org/10.22482/dspace/641Este artigo analisa os impactos do trabalho remoto na saúde mental de professores universitários em tempos digitais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória, fundamentada em revisão bibliográfica realizada no portal de periódicos da CAPES, com ênfase em produções nacionais publicadas entre 2019 e 2024. O estudo parte da compreensão da saúde mental como estado de equilíbrio e adaptação às adversidades, segundo a Organização Mundial da Saúde e Canguilhem, e considera as especificidades emocionais e cognitivas do trabalho docente discutidas por Tardif e Lessard, Maslach e Leiter e Benevides-Pereira. Os resultados apontam que o ensino remoto intensificou a sobrecarga laboral, a hiperconectividade e a dissolução das fronteiras entre vida pessoal e profissional, favorecendo sintomas de ansiedade, estresse e exaustão entre docentes universitários. Embora o home office apresente benefícios como autonomia e flexibilidade, tais vantagens só se consolidam quando há suporte institucional adequado. Conclui-se que a preservação da saúde mental docente em ambientes digitais depende de políticas de gestão que reconheçam a complexidade do trabalho universitário e implementem estratégias de prevenção e cuidado psicológico contínuo.This article analyzes the impacts of remote work on the mental health of university professors in the digital age. It is a qualitative, exploratory study based on a literature review conducted on the CAPES periodicals portal, with an emphasis on national publications between 2019 and 2024. The study starts from the understanding of mental health as a state of balance and adaptation to adversity, according to the World Health Organization and Canguilhem, and considers the emotional and cognitive specificities of teaching work discussed by Tardif and Lessard, Maslach and Leiter, and Benevides-Pereira. The results indicate that remote teaching has intensified work overload, hyperconnectivity, and the blurring of boundaries between personal and professional life, favoring symptoms of anxiety, stress, and exhaustion among university professors. Although working from home offers benefits such as autonomy and flexibility, these advantages are only consolidated when there is adequate institutional support. It is concluded that preserving the mental health of faculty in digital environments depends on management policies that recognize the complexity of university work and implement strategies for prevention and ongoing psychological care.Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 BrazilAdministração - TCCUniversidade de Sorocaba - TCCSaúde mental docente em tempos digitais: consequências do convívio virtual para professores universitáriosArtigo / TCCCiências Sociais Aplicadas::Administração