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Obtenção de quitosana a partir de resíduos do camarão

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Engenharia Química

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Através da crescente preocupação em relação ao acúmulo de polímeros advindos do petróleo, muitos estudos envolvendo polímeros de fontes naturais têm ganhado grande destaque e, dentre esses polímeros, a quitosana tem demonstrado um grande potencial para ser aplicada em diversas áreas. A quitosana pode ser obtida através da reação de desacetilação da quitina, que é o segundo polímero de origem natural com maior abundância na natureza, encontrado nas carapaças dos exoesqueletos dos artrópodes, como também pode ser encontrada na forma natural na parede celular de alguns fungos. A quitosana é um biopolímero atóxico, biocompatível, com propriedade antimicrobiana, e sítios reativos que facilitam a modificação química na molécula, sendo possível atribuir novas propriedades, aumentando a gama de aplicação. Tendo em vista que a utilização de resíduos para obtenção de novos materiais vem sendo uma prática em ascensão, o objetivo deste trabalho foi utilizar resíduos de camarão para produzir quitosana através das etapas de desmineralização, desproteinação, despigmentação e desacetilação e compará-la com uma quitosana comercial (ChC). Após o processo de extração, a quitosana extraída (ChE) e a ChC foram submetidas a análise de espectroscopia na região do infravermelho com transformada de Fourier (FTIR). Realizou-se a análise de viscosimetria capilar, a qual foi possível determinar que a massa molar média da ChE foi de 1.839.007,98 g.mol. Através da espetroscopia UV-vis foi possível avaliar a solubilidade da quitosana em meio ácido, a qual se mostrou mais solúvel em relação a ChC. Com os resultados obtidos, foi possível comprovar que a amostra extraída se trata do biopolímero quitosana, e que ela possui boa solubilidade em meio ácido e alta massa molar.


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