Efeito do marbofloxacino in vitro e em estudo de caso de gato naturalmente infectado por Leishmania SP
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Nos últimos anos, casos de leishmaniose visceral felina vêm sendo relatados em diversos países. Nas áreas urbanas, gatos domésticos podem ser um possível reservatório da Leishmania sp. É necessário o conhecimento das manifestações clínicas, recomendações diagnósticas e tratamento adequado para a espécie. Poucos são os estudos clínicos sobre as possíveis terapias da leishmaniose em gatos, talvez pela confusão diagnóstica e/ou pelo pequeno número de animais naturalmente infectados acompanhados durante o tratamento, mesmo com o aumento dos casos nas áreas endêmicas. Este trabalho teve por objetivo avaliar o uso do marbofloxacino em gato com leishmaniose visceral e a atividade in vitro frente a formas de L. infantum. Para isso, foi realizada uma busca ativa de gatos soropositivos utilizando testes imunocromatográficos. Um gato soropositivo foi identificado, o qual foi submetido a exames confirmatórios de PCR e citologia. Esse gato foi monitorado por meio de exames físicos e laboratoriais antes e após os tratamentos com marbofloxacino, miltefosina e alopurinol. Além disso, foi realizada uma triagem in vitro dessas medicações, comparando sua eficácia após 24, 48 e 72 horas. Não foi possível observar melhora clínica com o uso do marbofloxacino, houve redução por completo das alterações em órgãos do sistema reticuloendotelial com discreta melhora das lesões cutâneas com a miltefosina e melhora significativa das lesões cutâneas com o alopurinol. Em triagem in vitro observou-se maior eficácia da miltefosina, seguida por alopurinol e marbofloxacino frente ao controle negativo. Concluiu-se que tanto no estudo de caso quanto no estudo in vitro o marbofloxacino se demonstrou menos eficaz em relação as demais medicações.
