Avaliação neuro-histológica em ratos expostos ao colorante azafilona
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A utilização de corantes na alimentação animal é comum na indústria de alimentos processados e a segurança desses aditivos é uma preocupação devido aos potenciais efeitos adversos. Como alternativa aos corantes sintéticos comerciais, corantes naturais estão sendo estudadas a partir de fontes como plantas, frutas e fungos. A azafilona, colorante vermelho oriundo do fungo Talaromyces mostra bom potencial como alternativa por demonstrar baixa citotoxicidade em testes in vitro. A avaliação da histologia neurológica em ratos expostos ao corante foi analisada nesse estudo. Para isso, 48 ratos Wistar, machos e fêmeas, foram divididos e expostos a diferentes doses da azafilona (250, 500 e 1000 mg/kg) durante 90 dias, comparados a um grupo controle. Após esse período, os ratos foram eutanasiados, e em seguida o tecido cerebelar foi coletado, fixado e corado em lâminas histológicas. Análise visual foi realizada em todas as lâminas, para verificação de alterações estruturais. Além disso, 5 campos corticais de cada lâmina foram avaliados quanto à quantidade de células de Purkinje. A exposição de ratos ao colorante azafilona resultou em uma diminuição significativa no número de células de Purkinje no cerebelo acompanhada por alterações morfológicas degenerativas como achatamento celular e desorganização da camada. Diante disso, sugere-se que a azafilona induz alterações neurológicas, ou seja, tem efeitos adversos sobre o sistema nervoso central, especialmente nas células cerebelares. Entretanto, vale ressaltar que, para colorir alimentos e outros produtos pet, baixas concentrações de corantes são utilizadas, e mesmo a menor concentração estudada aqui (250 mg/kg de animal) ainda é uma concentração elevada se pensarmos na necessidade para colorir soluções e alimentos.
