Novos modos de vida em uma análise do filme jogador número 1
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CinemaFilmes de ficção científica
Relações humanas no cinema
Avatares (Realidade virtual)
Comunicação no cinema
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Esta pesquisa tem como tema o cinema de ficção científica a partir da análise do filme Jogador Número 1 (2018), dirigido por Steven Spielberg. A questão norteadora da pesquisa é a seguinte: como o filme Jogador Número 1 engendra novos modos de vida ao conjugar o real e o virtual e a relação passado/presente/futuro? Com isso, o objetivo geral é compreender como o filme tece possíveis novos modos de vida tanto na relação real/virtual como na relação passado/presente/futuro, enquanto os objetivos específicos são os de explicitar o potencial do filme para problematizar essas relações, bem como identificar os modos de vida que delas emergem. A fundamentação teórica relativa à análise fílmica apoia-se em Vanoye e Goliot-Lété e em Aumont e Marie; a questão do real e do virtual é tratada na perspectiva de Lévy; a articulação entre ficção científica, temporalidade e modos de vida dialoga com Martins. As estratégias metodológicas seguem as proposições de Aumont e Marie para a seleção das sequências, enquanto a análise das cenas é orientada pelo percurso requerido a um fenomenólogo, na perspectiva peirceana, mobilizando as faculdades de contemplar, atentar para e generalizar, sendo também permeada por reflexões decorrentes da fundamentação teórica adotada. Dentre os resultados, destaca-se que o filme, a partir das sequências analisadas, mostra-se um objeto privilegiado para pensar o real/virtual como problema de vida e de organização social, ao evidenciar o papel das tecnologias que reforçam a conectividade e organizam a experiência cotidiana. As análises permitiram reconhecer que os modos de vida sugeridos pelo filme se estruturam pela circulação contínua entre ambientes, pela mediação técnica das relações, pelo repertório cultural como mecanismo, pelo reconhecimento publicável e por disputas de governança. Desse modo, o filme desloca a questão para as condições sob as quais a presença passa a ser produzida por protocolos técnicos e sob as quais sociabilidade, identidade e acesso são regulados por plataformas. A pesquisa é relevante por balizar novas relações humanas ou novos modos de vida nas relações real/virtual e passado/presente/futuro.
