Onde o rio encontra o olhar : percepções, cotidianos e educação ambiental às margens do Sorocaba
Date
item.page.type
Reviewed work year
item.page.course
Title of the reviewed work
Author
Review Author(s)
Responsible
Advisor(s)
Co-Advisor(s)
Organizer(s)
Assunto
Geografia - Estudo e ensinoEducação ambiental
Percepção geográfica
Cotidiano escolar
Rio Sorocaba - Sorocaba (SP)
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Report Number
Identification
Publisher
Abstract
Esta dissertação de Mestrado, inserida no campo da Educação e com forte diálogo com a Geografia da Percepção, investiga como as vivências e os vínculos afetivos de um professor com o rio Sorocaba podem ressignificar sua prática docente e contribuir para a construção de uma educação geográfica e ambiental mais crítica e sensível ao território. O estudo parte de uma experiência pessoal e afetiva do professorpesquisador, um morador de Tatuí com memórias de infância marcadas pela inundação do rio Sorocaba. Essa memória sensível, contrastada com o leito retificado do trecho urbano, atua como fio condutor e problema de pesquisa, questionando: Quais outros sentidos do rio Sorocaba são construídos no encontro entre a Geografia da Percepção, as Educações Ambientais e os Estudos dos Cotidianos Escolares? O objetivo geral é compreender que múltiplos ‘rios Sorocaba’ podem ser criados, inventados e ressignificados por meio do entrelaçamento desses campos teóricos, investigando como essas percepções podem ser mobilizadas nos contextos escolares. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa de caráter teórico, apoiada em revisão bibliográfica e conceitual, estruturada pelo método fenomenológico e pela cartografia rizomática (Deleuze & Guattari). Os referenciais teóricos abrangem a Geografia Humanista (ênfase no vivido e simbólico), as Educações Ambientais e os Estudos do Cotidiano Escolar, integrando o sensível ao rigor analítico. A investigação demonstra que o rio Sorocaba se revela como um território de afetos, corpo vivo de memória e potência educativa, mas também como uma ferida aberta de degradação e esquecimento social. O estudo evidencia a distância entre a Geografia ensinada (abstrata e descolada) e a Geografia vivida (concreta e sensorial) pelo aluno. A principal contribuição reside na proposição de uma educação geográfica e ambiental que ensine com o rio — como elemento vivo da paisagem. Ao valorizar a percepção do professor como agente de leitura e intervenção no território, a dissertação estimula a reinvenção da prática docente, defendendo a construção de currículos mais vivos, situados e vinculados à realidade local da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). Ao final, o rio se torna um interlocutor, transformando o ato de pesquisar em um exercício de recompor vínculos e possibilitar outras formas de ensinar, aprender e habitar o mundo, incentivando outros docentes a realizar suas próprias andarilhagens e a se tornarem defensores desses corpos d’água.
