Reações transfusionais em pacientes politransfundidos: uma revisão narrativa das manifestações mais prevalentes e dos protocolos de segurança e prevenção adotados no Brasil
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A transfusão de sangue é uma das práticas terapêuticas mais importantes da medicina moderna, sendo indispensável no suporte a pacientes com doenças hematológicas, oncológicas e condições crônicas. No Brasil, uma parte significativa dessas transfusões é destinada a indivíduos politransfundidos, que necessitam de múltiplas transfusões ao longo da vida. Este trabalho teve como objetivo analisar as reações transfusionais em pacientes politransfundidos, descrevendo as manifestações clínicas mais prevalentes e os protocolos de prevenção e segurança adotados pelos serviços de hemoterapia. Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, desenvolvida a partir da busca de artigos nas bases SciELO e PubMed, além de relatórios oficiais da ANVISA e da COLSAN. Foram incluídas publicações entre 2003 e 2025, em português e inglês, que abordaram reações transfusionais, hemovigilância e práticas de segurança transfusional. Os resultados mostraram que as reações febris não hemolíticas e as alérgicas são as mais frequentes entre pacientes politransfundidos, seguidas por complicações graves, como a reação hemolítica tardia e a lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão (TRALI). Também foram observadas intercorrências associadas à aloimunização eritrocitária e à sobrecarga de ferro, que podem comprometer a eficácia terapêutica e a qualidade de vida. Conclui-se que, embora a transfusão seja um procedimento seguro, ainda existem desafios ligados à padronização e à subnotificação de eventos adversos. O fortalecimento da hemovigilância, o treinamento das equipes multiprofissionais e a adoção de estratégias preventivas, como fenotipagem estendida, leucorredução e rastreabilidade, são essenciais para aprimorar a segurança transfusional.
