Enfrentamento à desinformação: uma análise da campanha "Fato ou boato" da justiça eleitoral
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Resumo / Abstract
O assunto desta dissertação é o enfrentamento à desinformação pela comunicação pública no contexto das mídias digitais. A pesquisa parte do seguinte problema: como a desinformação tem sido enfrentada pela comunicação pública? Para responder à pergunta norteadora, o trabalho utiliza, como metodologia, a análise bibliográfica e de conteúdo. A pesquisa se justifica devido às proporções que os conteúdos enganosos e danosos adquiriram com as mídias sociais digitais nos últimos anos, tornando o enfrentamento a esse fenômeno uma diligência necessária aos comunicadores públicos. O objeto da pesquisa são postagens da campanha de checagem de fatos da Justiça Eleitoral, “Fato ou Boato”, durante o período eleitoral de 2022. O objetivo geral do trabalho é discutir como o fenômeno da desinformação na atualidade tem sido enfrentado pela comunicação pública, a partir da análise da campanha “Fato ou Boato” da Justiça Eleitoral. Os objetivos específicos são: a) debater, sob o ponto de vista do paradigma complexo de Edgar Morin (2015), o fenômeno da comunicação, bem como discorrer sobre os princípios da comunicação pública; b) retratar a desordem informacional abordando suas formas de manifestação e o contexto de seu êxito nas sociedades atuais; c) apresentar a conjuntura da criação da campanha “Fato ou Boato” e realizar a análise de seu conteúdo a partir do recorte definido; e d) refletir sobre os desafios da comunicação pública no enfrentamento à desinformação. Os referenciais teóricos que guiam a pesquisa são: Marcondes Filho (1996 e 2012), Martino (2015) e Jorge Duarte (2009) quanto à comunicação; Wardle e Derakhshan (2017) sobre a desordem informacional; Castells (2018) e Cesarino (2022) em relação à tecnopolítica e à crise das instituições; e Bardin (1977) para a análise de conteúdo. Os resultados do estudo indicam a existência de uma real preocupação da comunicação pública com o fenômeno desinformacional, contraposta ao fato de que as ações de enfrentamento não estão sendo plenamente exploradas em suas potencialidades, tampouco completamente adaptadas à lógica das redes sociais digitais.