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O imaginário pós-moderno inscrito em imagens de chill out em eventos de música eletrônica

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Esta dissertação tem como objeto de estudo imagens do chill out de eventos de música eletrônica. Trata-se de um ambiente de “descanso” coletivo no interior de festivais de cultura eletrônica caracterizado pela diversidade musical e artística, um lugar marcado pelo multiculturalismo fortemente conectado a um estilo de vida orgânico e que não dispensa, contudo, a tecnologia eletrônica avançada de som e imagem. A natureza de tal temática insere esta pesquisa na interface da Comunicação e Cultura. Do lado da comunicação estão as imagens do chill out que incorporam ou materializam especificidades do imaginário pós-moderno; do lado da cultura, pensamos estarem as concepções pós-modernas que nos levam a redimensionar a importância do imaginário nas relações e práticas sociais. O objetivo geral que daí se depreende é o de compreender aspectos da pósmodernidade incorporados nessas representações que podem caracterizar esse imaginário e explicitar o papel desses eventos em tal contexto, para a comunicação entre as pessoas e das pessoas com o mundo. Buscaremos em teóricos da pósmodernidade como Bauman (1997, 2000), Lipovetsky (2004) e, sobretudo, Michel Maffesoli (1995, 2005, 2007, 2010) concepções contemporâneas culturalmente expressivas do viver junto, do tribalismo, arcaísmo e do mito na pós-modernidade. Para verificar em que medida essas ideias estão impregnadas nas imagens/signos, faremos uso do instrumental metodológico de Santaella (2002) que está alicerçado na semiótica de Peirce (2003). Tal análise visa decantar as camadas de sentido que advém dos fundamentos do signo: qualidades, existentes e a lei. Para nossa fundamentação teórica, além de Maffesoli, Peirce e Santaella, valer-nos-emos de Durand (2002, 2004), Wunenburger (2007) para estudos sobre o imaginário. Esse estudo torna-se relevante no que concerne à compreensão das interações sociais e construção do imaginário dentro desses ambientes.


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