Proposta do zoneamento ecológico-econômico da região metropolitana de Sorocaba-SP : sobreposição de cenários como ferramenta de gestão pública
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Zoneamento econômico - Sorocaba, Região Metropolitana de (SP)Política ambiental - Sorocaba, Região Metropolitana de (SP)
Recursos naturais - Política governamental
Áreas de conservação de recursos naturais - Sorocaba, Região Metropolitana de (SP)
Desenvolvimento sustentável
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O Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) é essencial para o planejamento territorial voltado à conservação dos recursos naturais e ao desenvolvimento sustentável. No entanto, sua implementação carece de uma metodologia padronizada e reconhecida. Diante desse desafio, o projeto objetiva equacionar estrategicamente demandas socioeconômicas e ambientais para um planejamento territorial sustentável, definindo-se o ZEE da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), utilizando o método de Análise Hierárquico de Processos (AHP) e a Aprendizado de Máquina através de uma Rede Neural Artificial (RNA). O banco de dados foi construído e organizado em um ambiente de Sistema de Informações Geográficas (GIS, Geographic Information System) com base em informações disponibilizadas por diversas instituições de pesquisa e órgãos governamentais nacionais e internacionais. A elaboração dos produtos cartográficos e o processamento dos dados foram realizados utilizando softwares como ArcGIS 10.6, Google Earth Pro e TerrSet. A partir disso, foi realizado o processamento de todas as variáveis que incluem: Uso da Terra, Declividade, Equação Universal de Perda de Solo Revisada (RUSLE), Índice de Responsabilidade Paulista (IPRS), Índice de Umidade por Diferença Normalizada (NDMI), Áreas de Preservação Permanente (APP), Unidade de Conservação (UC) e mapas de proximidades. Adicionalmente, foram definidas as zonas de manejo com base nas diretrizes do Decreto Estadual Nº 67.430/2022 e no conhecimento socioeconômico da região. O mapa de ZEE da RMS obtido por meio do processamento da RNA-SOM mostrou que mais da metade da região foi classificada como zona rural, refletindo sua economia, enquanto menos de 1% corresponde à zona de preservação, valor abaixo do esperado. Os munícipios de Ibiúna e Tapiraí destacam-se nas zonas de preservação, conservação e recuperação, e Sorocaba na zona urbana, evidenciando padrões coerentes com o uso da terra e características dos municípios. O uso de metodologias associando sensoriamento remoto e redes neurais artificiais se mostrou promissora para o planejamento territorial. Este estudo é altamente relevante para a RMS, pois emprega tecnologias e metodologias avançadas para oferecer uma abordagem específica e contextualizada às demandas regionais. Espera-se que os resultados forneçam embasamento científico para a tomada de decisões municipais, contribuindo para a criação de recursos legais e projetos que promovam a preservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida da população, alinhados ao desenvolvimento sustentável.
