Toxina botulínica: usos clínicos e mecanismos de ação
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A toxina botulínica A (TBA), uma das mais potentes toxinas bacterianas conhecidas, tem reconhecidamente ação terapêutica e aplicação em segmento estético, apresentando como mecanismo de ação a paralisia neuromuscular flácida transitória. O objetivo deste estudo foi revisar o histórico, propriedades farmacológicas e aplicações clínicas da TxB, quando empregada no tratamento de dores de diferentes origens assim como a sua procura e ação em procedimentos estéticos. O presente estudo consiste em uma revisão bibliográfica narrativa, por meio de busca ativa nas bases de dados do SCIELO, PUBMED e artigos científicos. A TxB é o produto da fermentação do Clostridium Botulinum, uma bactéria anaeróbia Gram-positiva. Comercialmente, as TxB existem nas formas A e B, agentes biológicos obtidos laboratorialmente. A TxB, uma neurotoxina que possui alta afinidade pelas sinapses colinérgicas, ocasiona bloqueio na liberação de acetilcolina pelo terminal nervoso, sem alterar a condução neural de sinais elétricos ou síntese e armazenamento de acetilcolina. Comprovadamente, a TxB pode enfraquecer seletivamente a musculatura dolorosa, interrompendo o ciclo espasmo-dor. Dentre os possíveis efeitos adversos do tratamento com a TBA destacam-se o edema, eritema, ptose palpebral, a sensação de pálpebras pesadas, cefaleia, reação inflamatória local e infecção.
