O Hobbit e o ensino da literatura infantojuvenil no Brasil
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Este trabalho discute as contribuições da literatura de fantasia para o desenvolvimento do letramento literário no Ensino Médio, com foco na formação de leitores críticos e responsivos. O objetivo principal é analisar como a mediação docente, por meio de estratégias didáticas contextualizadas, pode potencializar a formação humana e cidadã dos estudantes a partir de narrativas literárias. Para isso, adota-se como objeto de estudo a obra O Hobbit, de J. R. R. Tolkien, fundamentada nos pressupostos teóricos da Análise Dialógica do Discurso de Mikhail Bakhtin, na perspectiva sócio-histórica de Lev Vygotsky e no conceito de letramento literário de Rildo Cosson. A análise do corpus aponta que passagens específicas da narrativa, como o jogo de adivinhações entre Bilbo e Gollum, operam como potentes recursos dialógicos e lúdicos que mobilizam o raciocínio, a alteridade e o engajamento do leitor. Conclui-se que a inserção planejada da literatura de fantasia no ambiente escolar, aliada a uma mediação docente dialógica, oferece subsídios essenciais para superar a decodificação superficial dos textos, estimulando a responsividade e a construção de sentidos críticos por parte dos adolescentes.
