Práticas pedagógicas inclusivas no ensino da geometria : uma abordagem no contexto do Lesson study
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Matemática (Ensino fundamental) - Estudo e ensinoEducação inclusiva
Transtorno do espectro autista
Prática de ensino
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Desenvolver uma educação inclusiva que respeite a diversidade de cada criança e valorize suas diferentes habilidades constitui um desafio para professores e instituições de ensino. Os processos formativos de natureza colaborativa, como o Lesson Study (LS), apresentam potencial para contribuir com o enfrentamento desse desafio. Nesse marco, a presente pesquisa tem por objetivo geral desenvolver e analisar práticas pedagógicas inclusivas para o ensino da Matemática nos anos iniciais da Educação Básica, no contexto do LS, tendo como foco a inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em sala de aula. Como objetivos específicos, busca-se planejar e elaborar tarefas para sala de aula que propiciem uma educação matemática inclusiva e contemplem alunos com TEA, bem como descrever a participação desses alunos na implementação das tarefas planejadas, analisando suas produções e indícios de aprendizagem matemática. A investigação fundamentase na caracterização do LS como processo formativo colaborativo, na educação inclusiva na perspectiva do modelo social da inclusão e nas práticas exploratórias e investigativas para o ensino da Matemática. Adota uma abordagem qualitativa e constitui-se como uma pesquisa-ação, desenvolvida com três professoras que ensinam Matemática nos anos iniciais da Educação Básica em duas escolas do município de Sorocaba, em colaboração com professores-pesquisadores integrantes de uma comunidade de prática docente, o Grupo de Sábado. As tarefas foram elaboradas e implementadas durante um ciclo de LS realizado no segundo semestre de 2024, orientado ao ensino da classificação de sólidos geométricos. Os resultados evidenciaram que as tarefas planejadas no contexto do LS favoreceram a participação ativa dos alunos com TEA, possibilitando o envolvimento em atividades de geometria por meio de diferentes formas de comunicação, manipulação de materiais e interação com os colegas. Observou-se que os alunos apresentaram indícios de aprendizagem relacionados à identificação, classificação e nomeação de sólidos geométricos, ainda que por estratégias diversas, coerentes com suas singularidades. Além disso, o processo colaborativo contribuiu para a ampliação do repertório pedagógico das professoras, favorecendo práticas mais sensíveis às necessidades dos alunos e alinhadas aos princípios da educação inclusiva. A pesquisa contribui para a constituição de um repertório curricular orientado à promoção de práticas inclusivas no ensino da Matemática, bem como para o fortalecimento da formação docente em contextos colaborativos, ampliando as discussões sobre inclusão educacional, inovação pedagógica e formação de professores no campo da Educação Matemática
