Comparação da acurácia diagnóstica da ressonância magnética pélvica e ultrassonografia transvaginal na detecção e mapeamento de endometriose profunda
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A endometriose profunda é uma doença que acomete uma parcela significativa das mulheres em fase reprodutiva, caracterizada pelo crescimento ectópico do tecido endometrial, frequentemente associado a dor pélvica e infertilidade. O diagnóstico dessa condição representa um desafio clínico, sendo a videolaparoscopia com biópsia considerada o padrão-ouro, apesar de se tratar de um procedimento invasivo e de alto custo. Nesse contexto, exames de imagem como a ressonância magnética pélvica e a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal destacam-se como alternativas relevantes no processo diagnóstico. Este estudo teve como objetivo comparar a acurácia desses métodos, por meio de uma revisão integrativa, na qual foram analisados artigos publicados entre 2009 e 2025 disponíveis na base de dados PubMed. Os resultados evidenciaram que ambos os métodos apresentam elevada acurácia, cada um com particularidades: a ressonância magnética pélvica mostrou-se superior na avaliação da extensão das lesões e na análise dos compartimentos pélvicos, enquanto a ultrassonografia transvaginal demonstrou maior eficiência na detecção de aderências, além de apresentar menor custo e maior acessibilidade. Vale ressaltar que tais diferenças não comprometem a elevada acurácia total de ambos os exames. Conclui-se, portanto, que a ressonância magnética pélvica e a ultrassonografia transvaginal são ferramentas fundamentais no diagnóstico da endometriose profunda, cabendo ao profissional indicar o método mais adequado conforme o contexto clínico e os recursos disponíveis.
