Modelos institucionais da educação superior: um comparativo sob o enfoque da organização acadêmica e das categorias administrativas entre Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e Peru
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Ensino superior - Finalidades e objetivosEnsino superior - América Latina
Educação e Estado
Igualdade - Aspectos sociais
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A expansão da educação superior na América Latina superou a média global, consolidando-se como um caminho para a busca de mobilidade social. Historicamente restrita à elite, essa formação massificou-se e foi acompanhada por uma proliferação institucional, sobretudo a partir dos anos noventa. Diante desse cenário, esta pesquisa tem como objetivo geral identificar e descrever, de modo macro e comparativo, os atuais modelos institucionais da educação superior do Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e Peru, analisando sua organização acadêmica e categorias administrativas. Adicionalmente buscou-se investigar se esses modelos têm operado para reforçar ou atenuar as desigualdades sociais no acesso desse nível de ensino. Utilizando uma metodologia qualiquantitativa, firmada na análise de dados oficiais dos Ministérios da Educação, das legislações e de documentos, este estudo demonstrou que a expansão e a diversificação das IES (Instituições de Ensino Superior) não foram suficientes para eliminar as desigualdades sociais. Isto porque alunos de diferentes situações socioeconômicas tendem a se concentrar em modelos distintos, perpetuando hierarquias e limitando o alcance da mobilidade social. A compreensão comparativa dos modelos institucionais atuais da educação superior constitui subsídio essencial para direcionar políticas públicas mais equitativas e aponta para a necessidade de investigações futuras que aprofundem a análise sobre mobilidade social, o valor efetivo dos diplomas e os impactos das transformações legislativas em curso.
