Do home office ao presencial: o estado da questão na qualidade de vida e produtividade dos colaboradores
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O presente estudo tem como objetivo analisar como a literatura científica aborda os impactos do fim do regime home office na produtividade e na qualidade de vida dos colaboradores. Para tanto, foi realizada uma revisão bibliográfica telematizada na base de dados SciELO, entre janeiro de 2021 e setembro de 2025, utilizando descritores relacionados ao regime de trabalho, desempenho organizacional e fatores humanos. A busca concentrou-se em periódicos de referência na área de Administração, como a Revista de Administração Contemporânea, Brazilian Business Review e a Revista de Administração de Empresas, a fim de garantir rigor teórico e relevância científica. Os resultados revelaram que a maioria dos estudos explora o teletrabalho e o bem-estar de forma isolada, havendo poucos trabalhos que relacionam diretamente o fim do home office aos efeitos sobre a produtividade e a qualidade de vida. A análise dos artigos selecionados evidenciou que o retorno ao modelo presencial tem gerado desafios de readaptação, aumento do estresse e redução da satisfação dos colaboradores, especialmente pela perda de flexibilidade e pelo retorno aos deslocamentos diários. Por outro lado, o modelo híbrido tem se mostrado uma alternativa viável, equilibrando eficiência organizacional e bem-estar humano. Assim, o debate sobre o fim do home office deve considerar não apenas as implicações produtivas, mas também as dimensões psicossociais do trabalho, de modo que as organizações possam adotar práticas de gestão mais sustentáveis e humanizadas.
