Terapia gênica no tratamento da diabetes mellitus 2: uma revisão narrativa
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O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica de alta prevalência mundial, marcada pela resistência à insulina e disfunção progressiva das células β pancreáticas, o que reforça a importância de novas abordagens terapêuticas. O objetivo deste trabalho foi analisar o potencial da terapia gênica como estratégia inovadora para o tratamento do DM2. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada nas bases PubMed e SciELO, com filtro temporal dos últimos cinco anos, utilizando descritores relacionados à secreção de insulina, genes reguladores e terapia gênica. Foram selecionados artigos em acesso aberto que abordavam genes como PDX-1 e NLRP3, além de técnicas modernas de modificação genética, como CRISPR-Cas9 e o uso de ilhotas pancreáticas derivadas de células-tronco pluripotentes. Os resultados indicaram que a modulação de genes associados à secreção de insulina e à inflamação crônica de baixo grau apresenta potencial terapêutico promissor, mostrando melhora da sensibilidade insulínica e restauração parcial da função das células β em modelos experimentais. No entanto, desafios como segurança, eficácia a longo prazo e padronização dos protocolos ainda limitam sua aplicação clínica. Conclui-se que a terapia gênica representa um avanço significativo no contexto da medicina personalizada, configurando-se como uma alternativa promissora, embora ainda em fase experimental, para o tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2.
