home.name.title

Estudos in vitro e in vivo de lipossomas como carreadores de grelina para liberação naso-cerebral

Loading...
Thumbnail Image

Date

item.page.type

Tese

Reviewed work year

item.page.course

Title of the reviewed work

Review Author(s)

Responsible

Co-Advisor(s)

Organizer(s)


Journal Title

Journal ISSN

Volume Title

Report Number

Identification

relationships.isProjectOf

relationships.isOrgUnitOf

relationships.isJournalIssueOf

Publisher

Abstract

Introdução: A caquexia é uma síndrome progressiva de perda muscular, associada ao catabolismo e à inflamação sistêmica, sem tratamento eficaz atual. A grelina (ghrl) mostra potencial terapêutico, mas sua eficácia é limitada devido à baixa biodisponibilidade. Este estudo tem como objetivo avaliar uma formulação lipossômica para a administração de grelina via naso-cerebral, oferecendo uma abordagem promissora para tratamento da caquexia. Métodos: As formulações foram preparadas com base na metodologia Qualidade Baseada em Projeto (Quality by Design - QbD), com hidratação de filmes de fosfolipídios, seguida de pós-formação e revestimento com quitosana. A morfologia das vesículas lipossomais foi detalhada por criomicroscopia eletrônica de transmissão (CrioMET), e a estabilidade foi avaliada ao longo de dois anos. Testes in vitro de viabilidade celular foram conduzidos para avaliar as alterações microscópicas da morfologia celular e o metabolismo celular por ensaio de redução do 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio brometo (MTT). A capacidade de permeação da ghrl e a adesividade da formulação lipossomal à mucosa nasal foram investigadas usando modelo ex-vivo de mucosa nasal suína. A biodisponibilidade in vivo da ghrl no cérebro, foi avaliada utilizando modelo animal com ratos, e a ghrl foi quantificada por meio do método de cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). Resultados e Discussão: Os parâmetros de otimização incluíram uma concentração de grelina de 70 µg/mL, 0,3% (m/m) de quitosana e tempo de revestimento de 12 h. A formulação otimizada resultou em partículas de 152,43 ± 0,24 nm, índice de polidispersão de 0,159 ± 0,018, potencial zeta de +60,81 ± 6,61 mV e eficiência de encapsulação de 53,2 ± 0,8. A análise morfológica por CrioMET mostrou que o processo de preparação seguido por extrusão dos lipossomas foi adequado para obter lipossomas nanométricos. A avaliação de estabilidade revelou que os parâmetros analisados permaneceram estáveis (p < 0,5) por 60 dias. Ao analisar a concentração de 0,5% (v/v) da formulação lipossomal, a linhagem de epitélio nasal apresentou uma viabilidade de 86,74%, enquanto a linhagem de neuroblastoma demonstrou uma viabilidade de 96,6%. O revestimento com quitosana melhorou o desempenho da formulação em testes de permeação ex-vivo e aderência à mucosa nasal em comparação com formulações não revestidas. A concentração de ghrl quantificada foi de 33,754 ± 6,124 µg/mL em 30 min (48,22% da ghrl administrada) em homogenato cerebral por CLAE-UV, grupo tratado (n=3) com a formulação lipossomal contendo ghrl, enquanto a ghrl livre não foi possível ser quantificada. Conclusão: Os achados desta tese proporcionam uma visão abrangente da formulação lipossomal para o transporte naso-cerebral da grelina. As informações sobre tamanho, estabilidade, encapsulação, biocompatibilidade, permeação e biodisponibilidade estabelecem uma base sólida para futuras investigações. A otimização das formulações lipossomais oferece perspectivas promissoras para aprimorar a administração naso-cerebral, destacando seu potencial terapêutico em contextos neurobiológicos.


Notes

URL Description

Citation