Educação de engenheiros no mundo líquido
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Partindo da complexidade que advém do início do processo de globalização que ocorreu a partir da segunda metade do século XX, essa dissertação tem por objetivo examinar a educação dos alunos de graduação em engenharia, levantando e expondo algumas das características mais importantes desse momento, tentando alinhavar algumas considerações pertinentes à formação humana e ao desenvolvimento científico-tecnológico. Metodologicamente essa pesquisa apoia-se na leitura de Zygmunt Bauman e primordialmente em seu conceito de modernidade líquida. O trabalho está dividido em quatro capítulos, sendo que no primeiro é examinado o conceito de modernidade líquida de Bauman e suas consequências para diversas esferas da vida humana, abrangendo a sociedade, a política e a economia. No segundo, é discutida a incerteza que é postulada no conhecimento a a partir da teoria de Einstein. No terceiro capítulo são resgatados alguns dos conceitos do mundo líquido que possuem uma relação direta com o processo de aprendizagem e com a educação. E, finalmente, no quarto, são analisadas dentro de uma perspectiva estática as grades curriculares de cursos de engenharia de uma universidade pública e também, é examinada a coerência da proposta dada pela instituição à formação desse futuro engenheiro entrelaçando com as questões levantadas a partir da modernidade líquida.
