Um ‘olhar periférico’ sobre práticas de ensino de geografia e outras geografias de ensino
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Esta tese objetiva contribuir para a valoração de espaços de produção científica, que comportem outras linhas de pensamento. Apresenta uma escrita que deseja ouvir as vozes ocultas que ecoam por entre espaços subterrâneos, marginais, periféricos. Nesta tese estou a defender práticas pedagógicas libertárias, inevitavelmente arrisco-me na criação de espaços onde as diferençasse apresentam em situações de conflito e sociação. Escrevo pelos direitos a tudo aquilo que foi tirado de mim e de meus ancestrais enquanto trabalhadores, enquanto nativos da terra ou escravos da fazenda. Crio espaços de diálogos provocativos, de convivência que acolhem a divergência de ideias, posicionamentos, pensamentos distintos entrecruzados em zonas de criatividade, inventividade e experimentação pelas diferenças. Esta pesquisa tem origem no estudo sobre situações de conflito no cotidiano escolar, intentando defender que os conflitos ocorridos no espaço escolar e em seu cotidiano de diálogos provocativos, de convivência acontecem com a divergência de ideias, posicionamentos, pensamentos distintos que se entrecruzam em zonas de criatividade, inventividade e experimentação pelas diferenças. O conceito de olhar periférico que proponho, prevê a tomada de um posicionamento político em contraposição ao olhar racional e comporta a ideia do pensar criticamente a realidade, geograficamente materializada e sentida no espaço vivido. Especialmente nas periferias e com as pessoas que habitam os espaços periféricos.
