home.name.title

Relações tróficas de pequenos mamíferos em paisagens agrícolas

Loading...
Thumbnail Image

Date

item.page.type

Dissertação

Reviewed work year

item.page.course

Title of the reviewed work

Review Author(s)

Responsible

Co-Advisor(s)

Organizer(s)


Journal Title

Journal ISSN

Volume Title

Report Number

Identification

relationships.isProjectOf

relationships.isOrgUnitOf

relationships.isJournalIssueOf

Publisher

Abstract

O histórico de ocupação e exploração dos recursos naturais pelo homem tem se mostrado como um dos principais fatores responsáveis pela alteração dos habitats naturais. Este processo proporcionou a conversão de grande parte da vegetação nativa em agroecossistemas. O aumento da área cultivada de silvicultura no estado de São Paulo, em função de sua relevância econômica, tem resultado no aumento de sua importância ambiental. Neste contexto, a conservação da biodiversidade em paisagens agrícolas depende do levantamento de informações sobre as estratégias que as espécies silvestres utilizam para se adaptar a tais alterações antrópicas. O objetivo geral deste estudo é examinar as relações tróficas de espécies de pequenos mamíferos em paisagem agrícola, aplicando-se a metodologia que se baseia na determinação dos isótopos estáveis do carbono e nitrogênio. A coleta das amostras foi realizada em uma fazenda de silvicultura, situada no município de Angatuba, Estado de São Paulo, Brasil. A amostragem dos pequenos mamíferos ocorreu por meio de armadilhas de pitfall traps. Amostras de pêlos de pequenos mamíferos foram coletadas e armazenadas pelo projeto do Projeto Fauna em Paisagens Agrícolas: Padrões e Processos, apoiado pela FAPESP (2015-2016). Estas amostras de tecidos foram processadas no laboratório e suas composições isotópicas foram determinadas. Métricas isotópicas quantitativas baseadas na posição dos dados no espaço δ 15N-δ 13C foram utilizadas para revelar aspectos tróficos das populações. Foram registradas 11 espécies de pequenos mamíferos, com predominância de Oligoryzomys nigripes, O. flavescens e Calomys tener. A análise isotópica revelou que a composição trófica variou significativamente entre grupos funcionais: frugívoros-onívoros (Fr/On) apresentaram os maiores valores de δ¹⁵N, indicando uma dieta mais carnívora, enquanto frugívoros-granívoros (Fr/Gr) e insetívoros-onívoros (In/On) exibiram assinaturas distintas conforme o habitat. Áreas de vegetação nativa sustentaram dietas baseadas em plantas C3, enquanto eucaliptais e pastagens mostraram maior influência de recursos C4. A condição corporal foi influenciada pela interação entre sazonalidade, uso do solo e guildas tróficas. Conclui-se que a persistência de pequenos mamíferos em agroecossistemas depende da manutenção de fragmentos nativos e da complexidade trófica, reforçando a necessidade de práticas agrícolas que integrem conservação e produção. Nossos resultados demonstraram que a diversidade de pequenos mamíferos é beneficiada por ambientes mais variados e com mais recursos, o que é proporcionado pela presença de fragmentos nativos e pela heterogeneidade das paisagens.


Notes

URL Description

Citation