Laserterapia de baixa intensidade no tratamento de dor em pacientes do sexo feminino com disfunção temporomandibular
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A disfunção temporomandibular (DTM) refere-se a um conjunto de sintomas clínicos que afetam a articulação temporomandibular (ATM), os músculos mastigatórios e as estruturas associadas. Sua ocorrência está relacionada a fatores psicossociais, sistêmicos e oclusais, manifestando-se pela dor, sensibilidade local, limitação da abertura bucal, desvio mandibular, estalos, crepitações na ATM e artrite. As mulheres apresentam maior predisposição ao desenvolvimento de sintomas, possivelmente devido a fatores hormonais, biológicos e psicossociais. Entre as abordagens terapêuticas, destaca-se a utilização da Low-Level Laser Therapy (LLLT), ou laser de baixa intensidade, capaz de estimular a regeneração tecidual, reduzir a inflamação e promover analgesia. Foi realizado uma revisão da literatura entre agosto e setembro de 2025 e incluídos ensaios clínicos randomizados e controlados, indexados nas bases de dados PubMED, LILACS, PEDro e SciELO, entre 2020 e 2025, que utilizavam o LLLT como intervenção principal para controle de dor em mulheres com DTM. Os resultados obtidos foram que o laser de 780nm foi o mais citado, com doses variando de 0,2J a 6J por ponto e a aplicação foi concentrada na articulação temporomandibular, na musculatura masseter e temporal, de modo contínuo. Concluise que a utilização de LLLT demonstrou efeitos positivos na sensação álgica em mulheres com DTM.
