CRISPR/Cas9 no tratamento de doenças neurodegenerativas: Alzheimer: uma revisão narrativa
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A Doença de Alzheimer é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva e incurável, caracterizada pela deterioração gradual das funções cognitivas. Diversas abordagens terapêuticas vêm sendo desenvolvidas com o objetivo de retardar a progressão da doença e corrigir ou modular alterações moleculares associadas às mutações genéticas envolvidas. O objetivo deste trabalho foi revisar o uso da tecnologia CRISPR/Cas9 como estratégia terapêutica e de modelagem experimental na Doença de Alzheimer. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com busca nas bases PubMed e Google Scholar entre 2018 e 2025, utilizando os descritores “Genetic editing”, “Alzheimer’s disease”, “CRISPR/CAS9 sistem” e “genetic therapy”. Os estudos demonstraram que a edição genética possibilitou reduzir a deposição de beta amiloide, modular a proteína tau e restaurar funções sinápticas em modelos experimentais. Pesquisas em fibroblastos humanos mostraram que a correção de mutações em PSEN1 diminuiu a razão Aβ42/40, enquanto a deleção de receptores como CysLT1R em camundongos APP/PS1 preservou sinapses e melhorou a cognição. Além disso, o uso de CRISPR/dCas9-Dnmt3a direcionado ao gene APP reduziu placas amiloides e morte neuronal. Estudos em iPSCs e primatas também evidenciaram alterações precoces em biomarcadores, sugerindo novas vias de diagnóstico. Revisões analisadas destacaram o potencial da ferramenta para terapias personalizadas, mas também ressaltaram desafios técnicos, éticos e de entrega segura ao cérebro. Conclui-se que o CRISPR/Cas9 apresenta grande potencial como abordagem terapêutica e de modelagem para o Alzheimer, embora sua aplicação clínica ainda dependa de avanços na segurança e eficiência da técnica.
