Influência do uso crônico de canabidiol nos níveis de dopamina central e seus metabólitos e na performance neuromotora em ratos
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O canabidiol (CBD) tem diversas indicações terapêuticas incluindo doenças que afetam o sistema nervoso central como epilepsia, esquizofrenia e doenças neurodegenerativas crônicas como Parkinson e Alzheimer. Modelos experimentais vêm sendo estudados para avaliar a relação entre a atividade do sistema endocanabinoide e receptores CB1 com a doença de Parkinson. O objetivo deste projeto foi realizar um estudo crônico de administração de canabidiol (CBD) em ratos, via gavagem, para avaliar os seus efeitos. O projeto foi aprovado pela Comissão de Ética em Uso de Animais – CEUA da Universidade de Sorocaba – SP (protocolo 173/2020). Este estudo classifica-se como experimental com animais. Ratos Wistar, machos, receberam via gavagem CBD 50 μL qsp 1 mL água/dia. Grupos controles (CO2 ou isoflurano) receberam pela mesma via, 1 mL de água/dia. Findo o período de 90 dias, os animais foram eutanasiados em câmara de CO2 (grupos controle e CBD) ou isoflurano para a coleta de amostras como tecido cerebral (dosagem neuroquímica), preparação nervo frênico-diafragma (performance neuromotora por técnica miográfica) seguido de análise histológica dos músculos por microscopia de luz, e sangue para dosagem sérica de sódio e potássio. Os resultados foram expressos em média ± EPM, analisados por Anova One way seguido de teste de Tukey, com pCO2. Não houve diferença significativa na concentração de dopamina e seus metabólitos entre os grupos. Conclui-se que o CBD administrado cronicamente na concentração eleita mostrou-se seguro, sem causar alterações em nível neuroquímico, fisiológico e histológico. Mesmo com hipercalemia, esses níveis induzidos pelo isoflurano ou CO2 não prejudicaram a performance neuromotora.
