Sustentabilidade na indústria farmacêutica: avaliação de materiais alternativos ao plástico convencional em embalagens blister
Date
item.page.type
Reviewed work year
item.page.course
Title of the reviewed work
Review Author(s)
Responsible
Advisor(s)
Co-Advisor(s)
Organizer(s)
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Report Number
Identification
Publisher
Abstract
A indústria farmacêutica enfrenta crescente pressão para substituir plásticos convencionais, como o Policloreto de vinila (PVC), Policloreto de vinilideno (PVDC) e Polipropileno (PP), em embalagens blister, cujo elevado impacto ambiental decorre da dependência fóssil e dificuldade de reciclagem. Este estudo objetiva avaliar a viabilidade técnica, ambiental, econômica e regulatória de alternativas sustentáveis, como o Poli(ácido lático) (PLA), Poli(succinato de butileno) (PBS), Polihidroxialcanoatos (PHA), Poli(ácido glicólico) (PGA) e celulose, visando reduzir a pegada ecológica sem comprometer a segurança e eficácia dos medicamentos. A metodologia consistiu em pesquisa qualitativa documental, baseada em revisão de literatura e normativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), da Food and Drug Administration (FDA) e da European Medicines Agency (EMA), com adoção de período de tempo de 1999 à 2026. Os resultados demonstram que biopolímeros acessíveis, como PLA e PBS, apresentam falhas críticas nas propriedades de barreira e flexibilidade mecânica. A correção exige plastificantes, o que agrava a perda de barreira física, cria riscos de lixiviação e esbarra em exigências regulatórias rigorosas. Alternativas com barreiras superiores, como PGA e PHA, enfrentam obstáculos econômicos para produção em larga escala. Além disso, a literatura desmistifica a sustentabilidade absoluta dos bioplásticos, evidenciando que sua degradação incompleta gera microplásticos biodegradáveis (BMPs), vetores ecotoxicológicos de poluentes. Conclui-se que a substituição integral e imediata dos plásticos convencionais por um único biopolímero é inviável no cenário atual. A transição sustentável dependerá da engenharia de materiais compósitos e multicamadas avançadas, aliando inovação e adequação normativa para equilibrar o desempenho funcional e a responsabilidade ambiental.
