Dunaliella salina: síntese de nanopartículas biogênicas e seus efeitos no sequestro de CO2 e efeitos bioestimulantes em feijoeiro (Phaseolus vulgaris) e tomateiro (Solanum lycopersicum)
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As microalgas, especialmente Dunaliella salina, são fontes promissoras de biomassa devido à sua alta produtividade e capacidade de crescer em uma variedade de condições, incluindo águas residuais e ambientes desfavoráveis à agricultura convencional. Devido a isto, os biofertilizantes de microalgas são estudados como método sustentável para substituir os fertilizantes químicos tradicionais. Além disto, o sequestro de CO2 através de microalgas é uma estratégia para reduzir as emissões industriais de carbono, destacando a necessidade de energia renovável e nutrientes acessíveis para otimizar a eficiência. Desta maneira as microalgas são utilizadas na agricultura como recurso para melhorar o crescimento das plantas, fornecer nutrientes e atuar como agentes de biocontrole. Neste estudo nanopartículas de prata (AgNPs), zinco (ZnNPs) e titânio (TiNPs) foram sintetizadas utilizando o microrganismo D. salina como agente estabilizador, os precursores metálicos empregados foram nitrato de prata (AgNO₃), acetato de zinco diidratado (C₄H₆O₄Zn·2H₂O) e isopropóxido de titânio (C₁₂H₂₈O₄Ti), todos na concentração de 1 mM. Após a síntese foi realizada a caracterização físico-química das nanopartículas por espalhamento dinâmico de luz (DLS), microeletroforese e rastreamento de nanopartículas (NTA). As nanopartículas NPAg apresentaram um diâmetro médio de 84,12 ± 1,05 nm, potencial zeta de - 4,78 ± 4,053 mV, índice de polidispersão de 0,232 ± 0,017 e concentração de 2,85 x 109 NPs/mL, as NPZn, diâmetro médio 84,81 ± 23,10 nm, potencial zeta de – 2,44± 0,606 mV, índice de polidispersão de 0,917 ± 0,142 e concentração de 2,75 x 109 NPs/mL e a NPTi, diâmetro médio de 165 ± 1,91 nm, potencial zeta de -2,44 ± 4,884 mV, índice de polidispersão de 0,234 ± 0,08 e concentração de 2,50x 109 NPs/mL. Os resultados das análises de germinação in vitro utilizando sementes de feijão carioca (Phaseolus vulgaris) e tomate cereja (Solanum lycopersicum), mostraram que as nanopartículas influenciaram o crescimento radicular de maneira distinta, indicando que as NPs em concentrações menores apresentam aumento no comprimento das raízes em comparação com o controle. A determinação de crescimento das microalgas a partir das NPs foi determinada por densidade óptica em leitor de microplacas em absorbância a 600 nm, onde, foi possível observar crescimento na exposição de NPsTi. Logo, a síntese biogênica de NPs por D. salina mostrou-se promissora, e auxiliando na germinação de sementes. Além disso, verificou-se aumento significativo na biomassa e na taxa de fixação de CO₂ nos cultivos enriquecidos com 5% de CO₂, evidenciando a eficiência de D. salina na captura de carbono. Os resultados reforçam o potencial da microalga como insumo sustentável para a agricultura e sua contribuição para a mitigação das emissões de CO₂, novos estudos devem ser conduzidos com o intuito de aprimorar as propriedades do material final, assegurando sua segurança e eficácia.
