Endometriose profunda: revisão integrativa de literatura, condutas terapêuticas e implicações na qualidade de vida da paciente
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A endometriose profunda é uma doença inflamatória crônica e estrogênio-dependente caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, com infiltração em estruturas pélvicas profundas. O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura sobre as manifestações clínicas, condutas terapêuticas e implicações da endometriose profunda na qualidade de vida das pacientes. A pesquisa foi conduzida nas bases de dados científicas utilizando os descritores “endometriose profunda”, “diagnóstico”, “tratamento” e “qualidade de vida”, considerando publicações entre 2003 e 2023. Os resultados demonstraram que o diagnóstico da endometriose profunda ainda ocorre tardiamente, com atraso médio de 5 a 12 anos após o início dos sintomas. Os métodos de imagem, como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética, mostraram-se eficazes para a detecção das lesões, embora a laparoscopia permaneça como padrão-ouro confirmatório. As abordagens terapêuticas incluem tratamentos clínicos hormonais e cirúrgicos, sendo essencial a atuação de equipes multidisciplinares. A literatura evidencia que a doença afeta de forma significativa a saúde mental, o desempenho sexual e a vida social das mulheres, demonstrando a necessidade de estratégias terapêuticas integradas e centradas na paciente. Conclui-se que, apesar dos avanços diagnósticos e terapêuticos, a endometriose profunda ainda representa um importante desafio clínico e social, exigindo políticas públicas de conscientização e aprimoramento da atenção à saúde feminina.
