Isolamento e caracterização de bacteriófago lítico para Xanthomonas axonopodis pv. passiflorae: potencial para o biocontrole da mancha bacteriana do maracujazeiro
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A mancha bacteriana do maracujazeiro é uma doença causada pela bactéria fitopatogênica Xanthomonas axonopodis pv. passiflorae (Xap), levando a perdas econômicas que afetam seriamente o comércio de maracujá. O desenvolvimento de novas abordagens para controlar a Xap, como o uso de bacteriófagos pode ser de interesse. Neste sentido, objetivou-se isolar e caracterizar bacteriófagos líticos para Xap. Para o isolamento do bacteriófago utilizou-se solo como fonte ambiental. O bacteriófago isolado foi propagado, purificado, caracterizado físico-quimicamente (perfil de absorção no espectro de luz UV-Vis e coeficiente de extinção molar; perfil das proteínas estruturais por eletroforese em gel de poliacrilamida e; análises das características morfológicas por microscopia eletrônica de transmissão (MET)) e biologicamente (curva de um só ciclo síncrono de crescimento (OSGC); curva de adsorção; gama de hospedeiros (host range) e eficiência de plaqueamento (EOP); curva de inativação bacteriana in vitro; e determinação da frequência de mutantes resistentes ao bacteriófagos). Foram avaliados também os efeitos abióticos (pH, temperatura e radiação solar) sobre o bacteriófago e realizado ensaio ex vivo em folhas de maracujazeiro contaminadas artificialmente (com a Xap). Foi isolado um bacteriófago lítico de solo, pertencente à família Podoviridae. Os resultados demonstraram que o bacteriófago foi eficaz na redução da população de células bacterianas de Xap, com os melhores resultados na razão vírus / bactéria (Multiplicidade de Infecção-MOI) de 100. Apresentou especificidade, com desenvolvimento de pouca resistência após tratamento. Em relação aos efeitos dos fatores abióticos sobre o bacteriófago observou-se que são sensíveis às condições adversas em relação ao pH mais ácido (5,0) e a temperatura elevada (41 °C), sendo mais resiliente à radiação solar. Os resultados foram promissores indicando que o bacteriófago tem potencial para ser utilizado no combate à mancha bacteriana do maracujazeiro.
