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Política e espetáculo: do espaço público à imagem pública

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Esta dissertação está inserida na linha de pesquisa teorias da comunicação e cultura, na semiosfera de ética do discurso, ideologia, linguagem e ciência política. Serão abordados os discursos, entrevistas e campanhas publicitárias das eleições presidenciais de Lula e Collor em 1989, Lula e FHC em 1994, Lula e FHC em 1998, Lula e Serra em 2002, Lula e Alckmin em 2006. No cenário brasileiro existe uma cultura política. Nas últimas décadas ficou bastante simbolizada pelos partidos de esquerda e direita. Há uma vertente publicização do privado e uma privatização do público. De outro lado, vemos o privado cada vez mais em público, porque os procedimentos da vida pública infiltram a vida privada e passam a regulá-la de acordo com o modelo de relação que lhe é típico: o debate ao invés da autoridade, ou seja, o privilégio da comunicação. A política tornou-se a arte de acomodar interesses, originando o conceito de despolitização (política esvaziada de seu conteúdo ideológico com idéias, projetos e programas), dando acesso ao negócio de se chegar ao poder. Os meios de comunicação foram responsáveis para expandir os ideários do discurso dos partidos de esquerda e de direita. O que se observa que tanto os partidos de direita quanto os de esquerda buscam ser reconhecidos como potenciais representantes do povo. É nesse ideário que fortalece a imagem de Lula, que depois de várias eleições perdidas, consagrou-se em 2002 como Presidente da República.


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