Pontos cantados de Ogum: práticas comunicacionais ancestrais que resistem no tempo e espaço
Date
item.page.type
Reviewed work year
item.page.course
Title of the reviewed work
Review Author(s)
Responsible
Advisor(s)
Co-Advisor(s)
Organizer(s)
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Report Number
Identification
Publisher
Abstract
A pesquisa tem como tema as práticas comunicacionais ancestrais da cultura afro-brasileira que resistem no tempo e espaço, sendo guiada pela seguinte questão: de que forma a prática cultural Umbanda, por meio dos pontos cantados do orixá Ogum, aparecem em diferentes gêneros da música secular brasileira como forma de resistência e propagação da cultura afro-brasileira? Deste modo, o objetivo geral da pesquisa é compreender como os pontos cantados de Ogum aparecem em outros gêneros musicais, se apresentando, assim, como um mecanismo de comunicação sobre a religiosidade afro-brasileira que resiste no tempo e espaço. Como objetivos específicos, o trabalho busca (a) compreender a comunicação popular como mecanismo de resistência; (b) definir a comunicação Exusíaca, como forma do corpo e oralidade presente na encruzilhada com Exu para comunicar a cultura de terreiro; (c) identificar os gêneros musicais em que a menção a Ogum aparece de forma significativa. A fundamentação teórica envolve autores como Luiz Beltrão, Luiz Rufino e Stuart Hall para compreender a comunicação e a cultura popular. Para abordar conteúdos à respeito da cultura afro-brasileira utilizamos as contribuições de Leda Maria Martins, Luiz Antonio Simas e Muniz Sodré. Com relação à metodologia, o trabalho está dividido em duas etapas: a primeira utiliza aportes da etnografia apresentada por Clifford Geertz, com técnica de observação-participativa. Esse método foi aplicado para a participação dentro dos rituais do terreiro de Umbanda, Caboclo Pena Roxa e Baiano João, como ogã, tocando o atabaque e cantando os pontos. Já na segunda etapa, a dissertação fez uso da metodologia de análise de conteúdo, a partir de Laurence Bardin, para levantar e analisar os pontos cantados de Ogum e as músicas seculares que abordam os pontos e o Orixá, disponíveis na plataforma digital Spotify. Como resultados, o trabalho apresenta que essas canções funcionam como uma ferramenta de resistência e continuidade, onde o sagrado e o secular se cruzam na encruzilhada, reafirmando a Comunicação Exusíaca como prática comunicacional que abre caminhos, protege e mantém viva a memória dos povos de terreiro no tempo e espaço.
