Navegando por Assunto "Unidade de tratamento intensivo"
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- DissertaçãoPacotes de cuidados ABCDE e ABCDEF: revisão sistemática sobre o processo de implementação em unidades de terapia intensiva(2019) Moraes, Fabio da SilvaOs pacotes de cuidados são constituídos por pequenos conjuntos de intervenções baseadas em evidências, indicados para uma população e um ambiente de cuidado definidos. Os pacotes Awakening and Breathing Coordination of daily sedation and ventilator removal trials; Delirium monitoring and management; and Early mobility and exercise (ABCDE) e Assess, prevent and manage pain; Both spontaneous awakening and spontaneous breathing trials; Choice of analgesia and sedation; assess, prevent, and manage Delirium; Early mobility and exercise; Family engagement (ABCDEF) estão inseridos na prática da ciência da libertação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e possuem características interprofissional, multicomponente e colaborativa no cuidado de pacientes críticos. O objetivo deste estudo foi analisar o processo de implementação dos pacotes ABCDE e ABCDEF em UTI, identificar barreiras. racilitadores e mudanças na percepção e atitude dos atores envolvidos, além de estimar os resultados alcançados, em termos de efetividade e segurança. Foram selecionados estudos qualitativos e quantitativos sobre a implementação dos pacotes de cuidados ABCDE e ABCDEF em UTI, identificados nas bases de dados MEDLINE (PubMed), Embase (Ovid), CINAHL (EBSCO), The Cochrane Library (Wiley), Web of Science, Epistemonikos, PsyciNFO, Biblioteca Virtual em Saúde e Open Grey, sem restrição de idioma ou data de publicação, até junho de 2018. Para avaliação da qualidade e risco de viés foram utilizadas as ferramentas Quality Assessment Tool for Before-After (Pre-Post) Studies with no Control Group, Quality Assessment Tool for Observational Cohort and Cross-Sectional Studies, The Cochrane Collaboration's tool for assessing risk of bias e Checklist for Qualitative Research. Foram incluídos 20 estudos, sendo 13 qualitativos e sete com delineamento predominantemente quantitativo. Quinze estudos abordaram o pacote de cuidados ABCDE e cinco o ABCDEF. As estratégias de implementação foram categorizadas segundo a taxonomia desenvolvida pelo Cochrane Effective Practice and Organisation of Care (EPOC) Group. Foram identificadas 80 estratégias: distribuição de materiais educacionais (n=19), reuniões educativas (n=15), intervenções customizadas (n=8), intervenções orientadas para o prestador (n=7), intervenções estruturais (n=7), auditoria e alinhamentos com participantes (n=6), processos de consenso local (n=6), opinião do líder local (n=3), lembretes (n=3), visitas de divulgação (n=2), revisão por especialistas (n=2), intervenções mediadas pelo paciente (n=1) e intervenções orientadas para o paciente (n=1). As barreiras mais reportadas estavam relacionadas com a comunicação; falta de planejamento; excesso de documentação; e o receio de riscos ao paciente. Como facilitadores e atitudes foram descritos: envolvimento e apoio da liderança; existência de equipe multiprofissional; treinamentos e capacitações orientadas à prática. Seis estudos abordaram a percepção dos atores e corroboram a afirmação de que os pacotes melhoram os resultados clínicos. A efetividade das estratégias de implementação foi mensurada com base em desfechos clínicos, incluindo: tempo de ventilação mecânica (n=5), tempo de permanência na UTI (n=4), mortalidade na UTI (n=2), delirium (n=5), sedação (n=2), mobilização precoce (n=1), tempo de permanência no hospital (n=2), coma (n=1) e mortalidade hospitalar (n=1). As metanálises demonstraram que a implementação dos pacotes reduz o tempo de permanência na UTI, o tempo de ventilação mecânica, o delirium, a mortalidade na UTI e no hospital e promove a mobilização precoce em pacientes críticos. As informações desta revisão sistemática podem contribuir para o planejamento e execução do processo de implementação e demonstram que as estratégias devem ser apoiadas por modelo teórico adequado para superar as barreiras de desafios com comunicação e fortalecer o apoio da liderança, sendo provável que a adoção dos pacotes ofereça melhores resultados em relação aos cuidados habituais.
- DissertaçãoTerapia antimicrobiana empírica versus terapia antimicrobiana dirigida por hemocultura em sepse na UTI(2014) Pedroso, José Victor de MirandaAntibioticoterapia empírica de amplo espectro antimicrobiano para tratar sepse, sepse grave e choque séptico, quando adequada, reduz mortalidade; no entanto, existe risco de que esse tratamento possa expor os pacientes à utilização excessiva de antibióticos. Antibioticoterapia guiada por hemocultura tem sido proposta como estratégia para reduzir o risco dessa exposição, entretanto dados sobre desfechos de mortalidade são incertos. Este estudo tem como objetivo comparar a efetividade da antibioticoterapia empírica versus antibioticoterapia dirigida por hemocultura em pacientes adultos com diagnóstico de sepse, sepse grave ou choque séptico causado por qualquer microrganismo sobre mortalidade, tempo de hospitalização e resistência bacteriana. Trata-se de um estudo de coorte prospectiva, realizada em único centro, no Brasil, durante o ano de 2013. Foram analisados pacientes adultos admitidos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com diagnóstico de sepse, sepse grave ou choque séptico, definidos de acordo com a Surviving Sepsis Campaign, causada por qualquer microrganismo. Foram excluídos pacientes que não tiveram hemocultura positiva. O tratamento incluiu antibioticoterapia empírica (definida como a manutenção de uma antibioticoterapia inicial empírica de amplo espectro) ou antibioticoterapia dirigida por hemocultura (adequação da antibioticoterapia segundo resultado da cultura sanguínea, usando antibióticos mais específicos). Os desfechos avaliados incluíram mortalidade, resistência bacteriana, tempo de internação na unidade intensiva e tempo de internação hospitalar. Na análise comparativa entre as intervenções testadas foi utilizado o teste não paramétrico de Mann-Whitney para as variáveis quantitativas e, para as variáveis qualitativas, empregou-se o teste do qui-quadrado de Pearson. A análise foi ajustada para sexo, idade, Apache II e SOFA. De 686 pacientes internados na UTI durante o ano de 2013, 91 tiveram hemocultura positiva e foram diagnosticados com sepse, sepse grave ou choque séptico, sendo submetidos 58 (63,7%) à antibioticoterapia empírica e 33 (36,3%) à antibioticoterapia dirigida. Os pacientes apresentavam média de idade de 52,7 anos ± 18,5 predominando o sexo masculino (73,6%), raça caucasiana (79,1%), e as infecções predominantes foram por bactérias Gram positivas (80,2%). A mortalidade hospitalar geral foi de 56,9% entre pacientes submetidos à antibioticoterapia empírica versus 48,5% entre aqueles submetidos à antibioticoterapia dirigida [HR 0,44 (IC95% 0,24 –0,82), p=0,009]. A média de internação na UTI foi de 15,2dias (dp ± 10,2) para os de antibioticoterapia empírica e de 35 dias (dp ± 1,9) para os de antibioticoterapia dirigida [HR 0,37 (IC95% 0,19 – 0,71) p=0,003]. As intervenções não diferem quanto ao risco de multirresistência. Este estudo concluiu que o uso de antibioticoterapia dirigida em pacientes com sepse, sepse grave ou choque séptico reduz a mortalidade geral hospitalar.