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Desenvolvimento e caracterização de hidrogel de PVA (álcool polivinílico) e dextrana com sulfadiazina de prata para aplicação tópica

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Introdução: Hidrogéis são redes tridimensionais de polímeros hidrofílicos que, em contato com água, intumescem mantendo sua integridade estrutural, podendo ser obtidos pela associação de diversos polímeros e por diferentes técnicas de reticulação. Para tratamento tópico, os hidrogéis são de interesse por apresentarem facilidade de aplicação e remoção e potencial para liberação prolongada de fármacos. Dentre os diversos polímeros utilizados destacam-se o álcool polivinílico (PVA) e as dextranas. Para tratamento de queimaduras e infecções de pele, verifica-se um consenso no uso da sulfadiazina de prata. Objetivos: Neste trabalho de pesquisa, objetivou-se o desenvolvimento de hidrogéis de PVA e dextrana para a veiculação de sulfadiazina de prata a 1% (m/m) em aplicações tópicas. Método: Foram propostos vinte e dois diferentes hidrogéis empregando-se onze formulações, com variações nas concentrações de PVA e dextrana e dois processos de reticulação (química e física). Para as formulações reticuladas quimicamente, empregou-se 0,5% (v/m) de glutaraldeído à 25% (v/v) como agente reticulante. As formulações preparadas por reticulação física (criogelificação) foram submetidas a -4 ˚C por 14 h e, em seguida, a 25˚C por 2 h, por 5 ciclos consecutivos, e os hidrogéis foram secos a 60 ˚C. Os hidrogéis foram selecionados e caracterizados físico-químicamente (através do teor de umidade, teor de prata por fluorescência de raios-X, espectrofotometria de infravermelho com Transformada de Fourier, difração de raios-X e resistência mecânica), avaliados em relação à morfologia (visualmente, por microscopia eletrônica de varredura e por tomografia por transmissão de raios-X) e foi determinada a atividade antimicrobiana dos mesmos (método disco-difusão). Resultados e Discussão: Os hidrogéis preparados pelo método de criogelificação apresentaram dispersão inadequada da sulfadiazina de prata. Os hidrogéis reticulados quimicamente apresentaram-se uniformes, flexíveis e resistentes à manipulação. Os hidrogéis selecionados foram avaliados em relação ao grau de intumescimento, obtendo-se grau máximo (266,00% (m/m) ± 0,81) após 6 h de contato com água. Os teores de sulfadiazina de prata foram obtidos por análise do teor de prata pela técnica de fluorescência de raios-X, observando-se valores entre 1,03 a 1,28% (m/m). A atividade antimicrobiana dos hidrogéis selecionados foi semelhante a do produto comercial empregado. Os espectros de infravermelho assim como a tomografia de transmissão de raios - X indicaram que a sulfadiazina de prata não se ligou quimicamente aos polímeros, o que poderia reduzir sua atividade antimicrobiana. As análises de difração de raios –X indicaram que os hidrogéis possuem característica amorfa. Ao final dos ensaios três hidrogéis foram selecionados (formulações II, III e V), porém considerando o provável custo final da formulação escolheu-se a formulação III como a mais promissora para o uso pretendido. Conclusão: Os hidrogéis desenvolvidos mostraram-se adequados para emprego como curativo em tratamento de feridas infectadas. Evidentemente, outros ensaios deverão ser realizados para comprovar potencial de aplicação comercial dos hidrogéis otimizados.


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