Tricomoníase: uma revisão narrativa
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Trichomonas vaginalis é um protozoário flagelado causador da infecção sexualmente transmissível tricomoníase, descrita em 1836, pelo médico pesquisador Alfred Donne. Atualmente, é conhecido pelos sintomas comuns ao trato urinário e vaginal que podem ser prurido, ardência, odor característico e corrimento anormal, mas a doença pode ser encontrada em outras áreas do corpo dificultando o diagnóstico e tratamento. Áreas como cérebro e trato respiratório se mostram um novo meio de vida para o patógeno, causando taquicardia, baixo índice de Apgar (em recém nascidos) e até mesmo convulsão nos contaminados, o que pode causar um desvio de diagnóstico e provocar tratamento tardio, culminando em agravamento dos sintomas seguidos de novas infecções. A doença acomete, usualmente, mulheres na faixa etária de 40 a 50 anos e com múltiplos parceiros, mas pode acometer homens e passar despercebido pelo caráter assintomático do parasita, o que dificulta o diagnóstico que normalmente é realizado por meios como microscopia e RT-PCR. Por maior que seja o número de casos anuais, o tratamento é relativamente simples, se baseando no uso de antibióticos que são capazes de matar o agente e com isso é possível verificar que o maior causador do aumento de casos é a alienação informacional da população quanto ao assunto.
