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Paralelismos do cogito em Agostinho e Descartes: uma investigação epistemológica acerca do pensamento como autoevidência existencial

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Monografia / TCC

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Filosofia

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O processo do conhecimento sempre representou um dos principais eixos de interesse do pensamento filosófico, sobretudo diante da contínua e inquietante busca por um saber sobre a existência do indivíduo e da natureza humana. O presente artigo tem por objetivo apresentar, de modo panorâmico, uma perspectiva epistemológica que confronte duas abordagens filosóficas aparentemente convergentes, embora separadas por cerca de 12 séculos, acerca do pensamento enquanto gênese da autoevidência existencial. Analisa-se, então, o desenvolvimento do cogito agostiniano, no contexto cristão da Patrística medieval, e sua hipotética influência na elaboração dos conceitos de Descartes, filósofo moderno do século XVII, fundamentados em seu método racionalista e, supostamente, universal. Para tanto, a pesquisa adota um caráter qualitativo e bibliográfico, empregando a metodologia comparativa entre as obras dos referidos autores. Portanto, com meios e finalidades em princípio divergentes, busca-se estabelecer os paralelismos entre ambos os pensadores no que concerne ao processo do pensar enquanto certeza de si e do mundo exterior, por meio de uma passagem intrínseca e gradativa da subjetividade à objetividade. Assim, em meio a essa suposta “guerra de patentes”, torna-se possível a conclusão de que ambos revolucionaram o pensamento ocidental, cada qual a seu modo, com algumas premissas convergentes, mas intenções claramente distintas, escrevendo uma “mesma partitura sob claves diferentes”.


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