Uma análise da política externa brasileira para a Amazônia: os investimentos da Noruega e Alemanha no fundo Amazônia
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Resumo / Abstract
Com o avanço das conferências ambientais internacionais, o Brasil tem se destacado como líder nas questões ambientais, moldando sua política externa em torno desse tema. Em 2008, foi criado o Fundo Amazônia, com o objetivo de receber doações financeiras para combater o desmatamento, reduzir as emissões de gases de efeito estufa e promover o uso sustentável da Amazônia Legal. Atualmente, seus maiores contribuintes são a Noruega, a Alemanha e a Petrobras. A partir de um levantamento sobre o Fundo, este estudo busca analisar as influências dos principais doadores, que, embora defendam a preservação ambiental, controlam algumas das maiores empresas petrolíferas, de carvão e de minério de ferro do mundo. O trabalho examina como essas influências se refletem nas políticas brasileiras e na dualidade do discurso entre a política interna e externa. Além disso, explora a construção e preservação da soberania nacional e investiga a participação das comunidades locais nos projetos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por iniciativas voltadas à conservação das florestas, ao monitoramento ambiental e à recuperação de áreas desmatadas. Ao final, o objetivo é compreender como o Brasil pode desenvolver sua política externa por meio do Fundo Amazônia, preservando sua soberania, e identificar medidas que possam tornar suas ações mais eficazes e coesas.