Contribuição à questão ontológica do pardo
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Este trabalho busca estender a ontologia negra de Frantz Fanon ao pardo brasileiro, posto que este é um ser negro, e só existe na medida em que é alienado. Demonstrando como o conceito que nasce a partir da tentativa do embranquecimento da população, é esvaziado de sentido ontológico e serve apenas para a manutenção da hierarquia racial em nosso país e para poder legitimar o mito da democracia racial. Denunciaremos como principal impacto do racismo, a distorção da identidade e do rompimento da ética moral do negro menos retinto. A partir de explanações de como se dá a formação da sociedade brasileira, que fora colonizada assim como as Pequenas Antilhas que Fanon analisa, pretendemos demonstrar a importância de compreender as estruturas sociais, apontando a necessidade da articulação da luta de classes com a luta antiopressiva como a única via para conseguir alcançar a emancipação e a libertação da população negra.
