A influência do mercado de capitais financeirizado como vetor na desigualdade de renda no Brasil
Data
Tipo de documento
Ano da obra resenhada
Curso
Título da obra resenhada
Autor(es)
Autor(es) da Resenha
Responsável(eis)
Orientador(es)
Co-orientador(es)
Organizador(es)
Assunto
Título da Revista
ISSN da Revista
Título do Volume
Editora
Resumo / Abstract
A financeirização surgiu como característica principal do capitalismo contemporâneo. No Brasil esse fenômeno se intensifica durante a década de 1990, com o mercado de capitais, atuando como vetor estratégico. Esse estudo teve como objetivo principal, analisar a influência do mercado de capitais financeirizado na ampliação da desigualdade de renda no Brasil, buscando compreender o processo de financeirização e o desenvolvimento econômico no Brasil. Para isso foi realizado uma pesquisa de natureza qualitativa, de análise documental e bibliográfica, com foco em dados secundários de estudos acadêmicos e pesquisas oficiais. Foram analisados dados tributários e estatísticos, especialmente das pesquisas de Breviglieri e Correa (2023; 2025), para examinar a concentração de renda nos estratos mais ricos e sua relação com a financeirização da economia. Nesse sentido os dados analisados demonstram que a concentração de renda no Brasil permaneceu estruturada e elevada, com 1% mais rico controlando cerca de 22% da renda entre 2012 e 2018. No período da pandemia, 2019-2022, houve um aumento significativo, especialmente no 0,1% e 0,05% mais ricos, com participação de até 14,42% e 11,70%, respectivamente. Esses lucros e dividendos são identificados como os principais vetores de desigualdade, superando a concentração observada por Gini. O estudo evidencia que a financeirização e a apropriação patrimonial da renda aprofundam a desigualdade estrutural no Brasil. A predominância do capital sobre o trabalho e a ausência de tributação progressiva sobre rendimentos do topo reforçam a concentração de riqueza. Políticas fiscais e econômicas mais equitativas são essenciais para mitigar essas disparidades e promover desenvolvimento sustentável.