Navegando por Assunto "Antioxidantes"
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- DissertaçãoAvaliação das atividades antioxidante e antimicrobiana da curcumina e do pirocatecol na manutenção da qualidade do biodiesel(2015) Santos, Gustavo Alexandre dosIntrodução: O biodiesel tem sido empregado por vários países visando minimizar os efeitos da emissão de gases poluentes, e provou ser um bom substituto para o diesel derivado do petróleo por causa de sua melhor biodegradabilidade e mais baixa emissão de dióxido de carbono. Devido à sua higroscopicidade, pode ocorrer acúmulo de água durante o armazenamento de biodiesel por longos períodos de tempo, o que favorece a oxidação lipídica e a proliferação de microrganismos, com consequente perda de qualidade do biodiesel. Para controlar a contaminação microbiana durante a estocagem do biodiesel, tem-se observado o emprego de diversas substâncias químicas com atividade biocida. Objetivos: Neste trabalho de pesquisa objetivou-se avaliar as atividades antioxidante e antimicrobiana das substâncias naturais curcumina (CC) e pirocatecol (PC) na manutenção da qualidade do biodiesel produzido a partir de diversas fontes vegetais. Método: Foram testadas várias concentrações mássicas de CC e de PC, entre 0-1,5% (m/m), na ausência e na presença de água adicionada (1%, m/m), para determinação da concentração mínima específica de agente natural com efeito fungistático para cada biodiesel. Amostras dos vários biodieseis foram então preparadas por adição de quantidades variáveis de CC ou de PC, sem e com adição de água, e a atividade antimicrobiana de cada concentração testada por aplicação dos correspondentes biodieseis em culturas em tapete de Paecilomyces variotii Bainier previamente preparadas, permitindo assim determinar, após incubação, qual a melhor substância natural e quais as mínimas concentrações que produziram efeito fungistático no biodiesel. Essas concentrações mínimas de CC foram adicionadas a cada um dos biodieseis, na presença de 1% (m/m) de água adicionada, tendo os biodieseis sido inoculados deliberadamente com o mesmo fungo filamentoso e armazenados em frascos âmbar envolvidos com papel de alumínio, a 25 °C. Cada biodiesel foi então analisado ao longo do tempo de armazenamento, a intervalos pré-determinados de 0, 30, 60, 90, 120, 150 e 180 dias, quanto ao índice de refração, tempo de indução da oxidação lipídica e presença de células viáveis do fungo filamentoso. Resultados e Discussão: A adição combinada de 1% (m/m) de água e uma baixa concentração mássica de CC (i.e., 0,2% (m/m) para o biodiesel de óleo residual de fritura, 0,5% (m/m) para o biodiesel de óleo de soja, 0,1% (m/m) para o biodiesel de óleo de semente de algodão, 0,5% (m/m) para o biodiesel de óleo de semente de gergelim, 0,2% (m/m) para o biodiesel de óleo de amêndoa de macaúba, e 0,2% (m/m) para o biodiesel de óleo de microalgas) foram aquelas variáveis processuais que promoveram a melhor inibição do crescimento microbiano. Os tempos médios de indução da oxidação lipídica dos biodieseis adicionados com quantidades variáveis (mínimas) de CC e 1% (m/m) de água sofreram um aumento generalizado quando comparados com os dos seus homólogos puros. Exceto para o biodiesel produzido a partir de óleo de soja, que sofreu uma redução de 16% no tempo de indução da oxidação lipídica após adição de CC, significando que este biodiesel foi mais suscetível à oxidação após a adição combinada de água e CC, todos os outros biodieseis provaram ser mais resistentes à oxidação, com aumentos significativos nos seus tempos de indução da oxidação lipídica. Adicionalmente, o biodiesel puro produzido a partir do óleo de amêndoa de macaúba provou ser muito resistente à oxidação, exibindo períodos de indução da oxidação lipídica superiores a 60 h, tornando irrelevante a adição de qualquer antioxidante. Ainda mais, a adição de CC a este biodiesel catapultou a indução da oxidação lipídica para mais de 140 h. Assim, este biodiesel foi descontinuado dos estudos subsequentes. O mesmo aconteceu ao biodiesel produzido a partir de óleo de microalgas, devido à dificuldade de obtenção em grandes quantidades deste biodiesel ainda experimental. Estes resultados demonstram claramente o potencial da adição da CC aos biodieseis na prevenção tanto da oxidação como do crescimento microbiano. Exceto para o biodiesel produzido a partir de óleo residual de fritura, no qual se verificou uma marcada diminuição na estabilidade oxidativa ao longo de todo o período de armazenamento, todos os outros biodieseis provaram ser mais resistentes à oxidação após a adição de CC, exibindo apenas ligeiros decréscimos ao longo do tempo nos seus tempos de indução da oxidação lipídica. O biodiesel produzido a partir de óleo de semente de gergelim exibiu uma elevada estabilidade oxidativa, que se manteve ao longo de todo o período de armazenamento. A ligeira/marginal tendência de aumento do índice de refração durante o armazenamento dos vários biodieseis reflete a manutenção das suas propriedades físicas, o que foi confirmado pela estabilidade oxidativa atingida após a adição de CC a todos os biocombustíveis. Os biodieseis adicionados com CC mantiveram um ambiente hostil que impediu o crescimento microbiano, o que foi confirmado pelos resultados negativos obtidos através da pesquisa microbiológica para a presença de células microbianas viáveis ao longo de todo o período de armazenamento. Conclusões: A CC, em baixas concentrações mássicas, foi capaz de aumentar substancialmente os tempos de indução da oxidação lipídica de todos os biodieseis testados, providenciando estabilidade oxidativa, assim como manter ambientes hostis para fungos filamentosos contaminantes de distribuição ubíqua, como é o caso do Paecilomyces variotii Bainier. Adicionalmente, a suave tendência de aumento apenas no quarto algarismo significativo dos valores dos índices de refração de todos os biodieseis permite afirmar que as suas características iniciais se mantiveram preservadas após a adição de CC e água.
- DissertaçãoCaracterização de extrato antocianínico obtido a partir dos frutos da jussara (Euterpe edulis Martius) e incorporação em barras de cereais(2017) Favaro, Laura Isabella LopesIntrodução: A palmeira Jussara (Euterpe edulis Martius), originária da Mata Atlântica, produz frutos ricos em antocianinas. Na indústria de alimentos, as antocianinas são empregadas como corantes naturais e apresentam elevada capacidade antioxidante, com comprovados efeitos benéficos para a saúde. As barras de cereais representam uma alternativa de complemento alimentar à base de carboidratos, proteínas e fibras. Assim acrescentar antocianina em barras de cereais pode oferecer novas oportunidades de mercado visando atender a crescente preocupação da população por uma alimentação saudável. Objetivo: Produzir e caracterizar um extrato antocianínico obtido a partir dos frutos da Jussara e avaliar sua incorporação em barras de cereais à base de avria e realizar testes sensoriais e compra. Material e Métodos: Para obtenção do extrato foi usado solução hidroalcoólica (1:1 fruta:solvente) (30 min/55 ºC), filtragem e secagem (100 °C/6 h). Para a caracterização do extrato foram determinados: teor de antocianinas pelo método do pH diferencial; atividade antioxidante pelo método do complexo fosfomolibdênio e por captura do radical livre DPPH; atividade antimicrobiana pelo método disco-difusão; calorimetria diferencial de varredura; espectroscopia de infravermelho com Transformada de Fourier; difração de raios-X; teor fenólico total pelo método de Folin-Ciocalteu e presença de açúcares por cromatografia em camada fina. Também foram utilizadas tomografia computadorizada por transmissão de raios-X e fluorescência de raios-X na caracterização dos frutos. Para a produção das barras de cereais foram empregadas quatro formulações com concentrações diferentes de extrato antocianínico (0; 0,25; 1,0; 2,0 % (m/m)). Os testes sensoriais realizados foram: teste afetivo de aceitabilidade para os atributos aparência, aroma, textura, sabor, impressão global do produto e intenção de compra. Resultados e Discussão: O processo de obtenção do extrato apresentou-se simples e de baixo custo. O teor de antocianina total foi de 17,64 ± 1,13 mg/100 g fruta fresca e apresentou boa capacidade antioxidante. O teor fenólico total foi de 1,958 ± 0,070 mg de ácido gálico/ g de extrato. O espectro de infravermelho indicou bandas semelhantes ao corante antocianina. Pelo espectro de difração de raios-X observou-se domínio da forma amorfa. Comprovou-se ainda a presença de rutina e quercetina, glicose e sacarose. O extrato antocianínico apresentou grande quantidade de cloreto, potássio e cálcio, e traços de enxofre, ferro, fósforo, manganês, zinco e rubídio. O extrato apresentou ligeira capacidade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus. O teste sensorial realizado nas barras de cereais indicou que as diferentes concentrações de extrato antocianínico não tiveram influência significativa nos atributos avaliados (p>0,05). Houve diferença significativa na intenção de compra (p<0,05), sendo que a formulação L07 com (1,0 %(m/m) de extrato antocianínico) apresentou a menor intenção de compra. Conclusão: A barra de cereal desenvolvida contendo 2,0 % (m/m) de extrato antocianínico foi a considerada a mais adequada para comercialização. A barra de cereal obtida pode ser considerada um alimento com características funcionais e permite o aproveitamento de uma espécie vegetal nativa brasileira em vias de extinção.
- DissertaçãoComparação entre o chá verde em infusão e o chá verde incorporado em cristal líquido liotrópico em modelo animal submetido a treinamento intervalado de alta intensidade(2021) Nieri, VitorO chá verde é, dentre as formas de extração e preparo, a que mais protege os constituintes naturais da planta Camellia Sinensis, um potente antioxidante natural. Contudo, após o preparo, sua atividade antioxidante está sujeita a ações de degradação oxidativa. Os sistemas a base de cristal líquido liotrópico (NPCLL) são sistemas nano-particulados, auto-organizados e bioativos que podem proteger a degradação dos constituintes naturais do chá verde, além de otimizar a sua absorção e ação biológica por possuírem características biomiméticas. O exercício físico (EF) é benéfico a saúde, contudo aumenta a produção de espécies reativas de oxigênio (ERO). O treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) é uma modalidade de exercício conhecida pela alta produção de EROs e o consumo de antioxidantes é associado com a neutralização dos seus efeitos deletérios. Contudo, reações adaptativas ao EF são intermediadas por EROs e suprimi-las pode levar a redução de adaptações inerentes ao estímulo do EF. Assim, o objetivo foi avaliar o efeito do chá verde e do NP-CLL veiculando chá verde em modelo animal de exercício HIIT sob os parâmetros bioquímicos, estresse oxidativo, performance e de peso corporal. Três marcas comerciais tiveram sua atividade antioxidante avaliada e a marca com maior potencial foi utilizada para a preparação das NP-CLLs na combinação de monoleína (Myverol 18-99) como fase oleosa, chá como fase aquosa e polaxamer 407 como tensoativo. Ratos machos, Wistar, foram divididos aleatoriamente em 6 grupos: I - Controle; II - Chá verde; III – NP-CLL+Chá verde; IV – Exercício; V – Exercício + Chá verde; VI – Exercício + NP-CLL+Chá verde. Todos os animais que se exercitaram aumentaram a massa muscular e reduziram o ritmo de aumento do ganho de peso corporal em relação ao controle. Os animais do grupo V e do grupo VI ganharam mais massa muscular e condicionamento físico em relação ao grupo IV. Além disso, o grupo III mostrou redução no triglicerídeo e no ritmo de ganho de peso, resultados não encontrados no grupo II. Assim, a suplementação dos animais com chá verde e com NP-CLL+chá verde potencializou a performance, a hipertrofia muscular e a perda de peso dos animais submetidos ao HIIT. As NP-CLL+chá verde resultaram na melhora de parâmetros aos quais o chá verde não obteve efeito. Então, a suplementação de chá verde e de NP-CLL+chá verde não mostrou efeitos negativos em resposta ao HIIT e ainda potencializou os efeitos esperados do exercício. Além disso, a redução do triglicerídeos e no ritmo do ganho de peso encontrados no grupo III são promissores e precisam ser melhor investigados.
- DissertaçãoValorização do fruto da jussara (Euterpe edulis Martius): aplicação em formulações cosméticas(2017) Marco, Henriette Marcondes Fonseca deINTRODUÇÃO: A utilização em cosméticos, de frutos ricos em antocianinas pode, além de agregar propriedades de interesse, fomentar o uso sustentável dos recursos naturais. As antocianinas são encontradas em diversas frutas, flores e vegetais, tem ação antioxidante e apresentam propriedade corante. Extratos obtidos de frutos da palmeira Jussara (Euterpe edulis Martius), que são abundantes em compostos antocianínicos, podem ser usados como substituintes de corantes sintéticos em alimentos e cosméticos. OBJETIVOS: Viabilizar o uso integral do fruto da Jussara em cosméticos, promovendo a sua valorização, buscando (i) extração do extrato antocianínico e sua caracterização; (ii) obtenção de grânulos esfoliantes a partir das sementes; (iii) uso das fibras em sachês perfumados; e (iv) avaliar a qualidade e estabilidade dos cosméticos obtidos. MÉTODOS: Para obtenção do extrato seco usou-se solução hidroalcoólica (1:3, fruta:solvente) por 30 min a 55 ºC, filtragem esecagem (100 °C, 6h). Para caracterização do extrato as antocianinas foram quantificadas pelo método do pH diferencial, determinou-se a atividade antioxidante pelo método do complexo fosfomolibdênio e a atividade antimicrobiana pelo método disco-difusão. O extrato seco foi incorporado em xampu na proporção de 0,3% (m/v). As sementes foram lavadas com água, secas a 100 ºC por 24 h e moídas. Os grânulos foram adicionados em emulsão na concentração de 1% (m/v). As fibras foram lavadas com água, secas a 100 °C por 24 h, odorizadas e confeccionados os sachês. O xampu matizante e a emulsão esfoliante foram avaliados em estudos de estabilidade preliminar e, na sequência, por estudo de estabilidade acelerada em 0, 30, 60 e 90 dias de armazenamento a 25±2 ºC e 40±2°C e 75±5 % de umidade relativa. Para a emulsão esfoliante corporal foram determinados: características organolépticas, pH, viscosidade e espalhabilidade. Para o xampu matizante foram realizados: características organolépticas, pH e viscosidade. RESULTADOS: O rendimento da extração foi de 2,3% (2,25 gextrato seco/100 gfruto), com atividade antioxidante de 139,0±5,5% em relação ao ácido ascórbico, indicando elevada capacidade antioxidante. O extrato não demonstrou atividade antimicrobiana. Os cosméticos preparados mostraram-se estáveis nas condições do estudo. CONCLUSÃO: O fruto da Jussara mostrou-se viável para uso em cosméticos, com possibilidade de aproveitamento total. Os produtos xampu matizante e emulsão esfoliante mostraram-se estáveis por até 90 dias de armazenamento a 40±2°C e 75±5% de umidade relativa.