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Resistência antimicrobiana e microrganismos presentes em infecções endodônticas e periodontais: revisão sistemática"

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2022

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Resumo / Abstract

Introdução: A resistência aos antimicrobianos que os microrganismos vêm desenvolvendo é um problema de saúde pública que preocupa os órgãos de saúde do mundo. Embora o uso de antimicrobianos possa debelar as infecções odontológicas, os microrganismos ou se tornaram naturalmente resistentes aos antimicrobianos ou desenvolveram resistência por mutação devido à pressão seletiva ao longo dos anos. O conhecimento do perfil de resistência dos microrganismos presentes nas infecções endodônticas e periodontais deve orientar o uso adequado de antimicrobianos. Objetivos: Levantar e descrever o perfil de resistência antimicrobiana em infecções endodônticas e periodontais. Método: Por meio de revisão sistemática, selecionaram-se estudos observacionais realizados com dentição permanente, que avaliaram a resistência antimicrobiana em infecções endodônticas e/ou periodontais utilizando método de concentração inibitória mínima, zona de inibição e/ou detecção de genes de resistência por técnicas moleculares. Estudos que permitiram a ingestão de antimicrobianos até o momento da coleta foram excluídos. A busca foi realizada em dezembro de 2021 e incluiu estudos que foram publicados entre janeiro de 2011 e dezembro de 2021, nas seguintes bases de dados eletrônicas: PubMed, Ovid MEDLINE, Ovid Embase, BVS, CINAHL, Web of Science. Três duplas de revisores calibradas, de forma independente, selecionaram os títulos, resumos e textos completos e extraíram os dados de todos os estudos que atenderam aos critérios de elegibilidade. As seguintes medidas foram extraídas de cada estudo: características dos pacientes, diagnóstico da infecção, espécies microbianas avaliadas, antimicrobianos avaliados, identificação dos genes de resistência e fatores de virulência. A metodologia utilizada para avaliação da qualidade do estudo foi o checklist de avaliação crítica para estudos que reportam séries de casos do Instituto Joanna Briggs e adaptado a pergunta de pesquisa desta revisão sistemática de escopo. Os resultados foram apresentados segundo o diagnóstico da infecção (periodontal ou endodôntica) e sumarizados em análises descritivas. Resultados: Foram incluídos 46 estudos de série de casos (N= 3.050 pacientes) que avaliaram a resistência antimicrobiana de 50 espécies de microrganismos cultiváveis encontrados em infecções endodônticas e periodontais. Dos 22 estudos que avaliaram as infecções endodônticas, 12 reportaram Enterococcus faecalis, e dos 24 estudos que avaliaram as infecções periodontais, oito citaram espécies de Prevotella e Porphyromonas como as mais frequentes. Os antimicrobianos reportados com maior frequência de resistência foram eritromicina (57.0%) nas infecções endodônticas e ampicilina (39.5%) nas infecções periodontais. Sete estudos relataram a presença de genes de resistência para cada uma das infecções estudadas e seis estudos verificaram a presença de fatores de virulência nas infecções endodônticas enquanto apenas dois estudos observaram esses fatores nas infecções periodontais. Conclusão: As cepas de microrganismos presentes nas infecções endodônticas e periodontais reportadas nos estudos incluídos foram bastante similares, no entanto, a resistência levantada variou de acordo com o diagnóstico da infecção, a técnica de avaliação de susceptibilidade/ resistência, a localização geográfica da população avaliada e o tipo de antimicrobiano utilizado. Não foram encontradas evidências com respeito a prevalência da resistência antimicrobiana nas infecções endodônticas e periodontais. Existe considerável incerteza com relação ao perfil de microrganismos e sua resistência nestas infecções, requerendo futuras pesquisas que deveriam focar em estudos populacionais regionais para dirimir este problema na era da crescente resistência aos antimicrobianos.


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