As diferentes linguagens como relações de poder no cotidiano escolar : linguagem dos filhos de cárceres em uma escola de Iperó
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O presente trabalho analisou: As diferentes linguagens como relação de poder no cotidiano escolar: Linguagem dos filhos de cárceres na cidade de Iperó. Para tanto, o ponto de partida foi: Quem pode ser considerado responsável pela introdução desse dialeto na sala de aula. A escola, Dr. Gaspar Ricardo Júnior da cidade de Iperó, a sociedade, os responsáveis ou o próprio professor pelo uso constante da linguagem dos filhos de cárceres em sala de aula. No intuito de responder a indagação proposta buscou-se analisar determinados autores que pudessem contribuir com a questão de poder, bem como aqueles que procuram diversificar a metodologia do ensino-aprendizagem através da interdisciplinaridade. Realizou-se uma pesquisa de campo em uma casa de detenção pública, tendo como foco de análise o discurso dos detentos e consequentemente o discurso de seus filhos, para melhor compreender a comunicação entre eles e procurar um caminho para minimizar a dificuldade encontrada no bojo da escola, já que esses utilizam-se de códigos que não são comuns no cotidiano escolar. Apontam que são inúmeras as razões que contribuem para a prática dessa linguagem e/ou dialeto, a qual tão praticada por muitos segmentos sociais. Então, faz-se necessário uma análise desta linguagem, dos seus praticantes, do entorno e contorno em que ela é difundida. Por outro lado reconhecer que a linguagem do cárcere vem ganhando força na comunicação, na sociedade e principalmente âmbito escolar. A indisciplina escolar, fatores econômicos e emocionais, a falta de limites, a violência e em alguns casos a influência da formação defasada ou tênue de educadores, são os ingredientes para a exclusão do filho do cárcere, por conta de não adequar-se à norma culta. Contudo, essa norma rege o ensino-aprendizagem em todas as modalidades educacionais. Portanto, não podemos ignorar o quanto é importante para a comunicação as diferentes linguagens existentes nos mais diferentes grupos.
