Crescer é azul índigo: a sinestesia como base criativa para uma moda que transcende o visível
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Resumo / Abstract
Este trabalho investiga como a sinestesia pode ser utilizada como linguagem e base criativa no processo de desenvolvimento de uma coleção de moda que transcenda o visível. Investiga-se como essa condição neurológica pode transformar percepções sensoriais em símbolos estéticos e emocionais, atuando como ferramenta potente na criação visual e performática. O problema central consiste em compreender como a sinestesia pode ser aplicada como metodologia na criação de vestuários que comunicam sentimentos, memórias e vivências da juventude, especialmente dentro da estética do coming of age. Tem como objetivo o desenvolvimento de uma coleção de moda sensorial e performática que traduza, de forma sensível e visual, o universo emocional e nostálgico do processo de crescimento, tendo como base a sinestesia e os vínculos entre moda, memória e identidade. A pesquisa se fundamenta em autores como Emanuele Coccia, Richard E. Cytowic, Daphne Maurer, Simon O’Sullivan, Joanne Entwistle, entre outros, além, também, de referências artísticas como a cantora Lorde, que é quem embasa a atmosfera melancólica da coleção. A metodologia é qualitativa, exploratória e experimental, combinando pesquisa bibliográfica, análise de referências artísticas e entrevistas com jovens mulheres, cujas falas e memórias afetivas são transformadas em elementos visuais e performáticos da coleção. Assim, este trabalho tem como resultado a proposta de uma nova abordagem de criação na moda, que seja mais sensível e interdisciplinar, contribuindo para a ampliação de modos de pensar e criar a moda como uma linguagem do sentir.