Inclusão pela comunicação
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Resumo / Abstract
O principal objeto deste trabalho é a comunicação do surdo ou Deficiente auditivo através do idioma, oficial no Brasil desde 2002, LIBRAS - Lingua Brasileira de Sinais - e a maneira como a mídia utiliza essa comunicação em sua programação. Para a compreensão do tema, foram utilizados - Emmanuelle Laborit e Harlan Lane, para uma abordagem relativa às questões da surdez e do universo da pessoa surda e Marshall McLuhan no se refere a área da comunicação. Estes autores auxiliaram na análise e reflexão que busca, por extensão, atingir profissionais da área levando-os a interessarem-se por este público e sua forma de comunicação, com suas especificidades e desafios Neste sentido, e a partir de pressupostos legais, como a lei n° 10.436/2002, o artigo 18 da lei n° 10.098/2000, o decreto n° 5.626/2005, a regulamenta a Lei 10.436, a lei n° 10.845/2004 e a lei n° 12.319/2010, os meios de comunicação de massa aparecem, não como coadjuvantes, mas como elementos de apoio direto e imprescindíveis. A metodologia adotada para o desenvolvimento desta pesquisa foi a observação e a experiência pessoal, em treze anos de atendimento aos surdos e deficientes auditivos na área educacional e cultural, efetivados na INTEGRA - Profissionalização e Sociabilização dos Surdos de Sorocaba. Realizada portanto de forma direta, com a participação da Comunidade Surda da região, através da realização de entrevistas e de trocas de experiências que apontam para o que os surdos e deficientes auditivos consideram ser de grande interesse e relevância, seu acesso a informação. Concluiu-se que de fato os meios de comunicação precisam atingir também indivíduos que não se comunicam como a maioria, mas esperam receber informações, esclarecimentos, orientações e cultura, em seu idioma, que é visual. Apesar de serem uma minoria linguística os surdos são cidadãos, telespectadores, leitores, "ouvintes" valorizar os indivíduos e consumidores. A mídia precisa que ignoram parte do mundo, por falta de dados e informações com os quais não tem contato, o que dificulta e, às vezes, os impede de se apropriarem de um universo maior através da acessibilidade na comunicação. Ainda no tocante ao papel da mídia, parte dos mecanismos para o conhecimento adequado sobre o assunto deveria ser apresentado durante a formação acadêmica dos estudantes de comunicação, futuros profissionais da área, entretanto esta não é a realidade brasileira, que prioriza apenas aqueles alfabetizados em Português e ouvintes, excluindo, com isso, um contingente de cidadãos. Por isso o trabalho apresenta esses mecanismos apontando possibilidades que se baseiam no aprendizado e domínio da língua por comunicadores, pela inserção de janelas com tradutores/intérpretes de LIBRAS ou Closed Caption nas programações televisivas considerando as normas técnicas vigentes.