Cenopoesia como prática pedagógica em tempos de pandemia
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Este trabalho objetivou compreender como a cenopoesia, sendo uma prática pertencente à cultura popular, pode contribuir com o papel do professor de arte na educação formal, em tempos de pandemia, por meio de práticas e princípios cenopoéticos no desenvolvimento de cortejos, vídeo apresentação e jogos de improvisação. A partir de uma pesquisa-ação de abordagem qualitativa, as perspectivas teóricas buscaram seus referenciais em Maria Josevânia Dantas, cenopoeta Ray Lima, Paulo Freire e Mikhail Bakhtin. Dessa forma, analisamos as práticas desenvolvidas por intermédio do Programa de Residência Pedagógica da Universidade de Sorocaba e aula de Teatro da Escola Baú de Arte e Cultura, em seus diversos contextos. Para além de uma experiência estética, as práticas cenopoéticas possibilitam também uma interação prática, por meio de ações dialógicas estabelecidas entre os educandos, valorizando seus próprios saberes e repertórios e estimulando, além de seu saber sensível, sua autonomia, levando em conta suas potencialidades criativas.
