Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC)
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- Monografia / TCCParalelismos do cogito em Agostinho e Descartes: uma investigação epistemológica acerca do pensamento como autoevidência existencial(2025) Domingues, Alison LeandroO processo do conhecimento sempre representou um dos principais eixos de interesse do pensamento filosófico, sobretudo diante da contínua e inquietante busca por um saber sobre a existência do indivíduo e da natureza humana. O presente artigo tem por objetivo apresentar, de modo panorâmico, uma perspectiva epistemológica que confronte duas abordagens filosóficas aparentemente convergentes, embora separadas por cerca de 12 séculos, acerca do pensamento enquanto gênese da autoevidência existencial. Analisa-se, então, o desenvolvimento do cogito agostiniano, no contexto cristão da Patrística medieval, e sua hipotética influência na elaboração dos conceitos de Descartes, filósofo moderno do século XVII, fundamentados em seu método racionalista e, supostamente, universal. Para tanto, a pesquisa adota um caráter qualitativo e bibliográfico, empregando a metodologia comparativa entre as obras dos referidos autores. Portanto, com meios e finalidades em princípio divergentes, busca-se estabelecer os paralelismos entre ambos os pensadores no que concerne ao processo do pensar enquanto certeza de si e do mundo exterior, por meio de uma passagem intrínseca e gradativa da subjetividade à objetividade. Assim, em meio a essa suposta “guerra de patentes”, torna-se possível a conclusão de que ambos revolucionaram o pensamento ocidental, cada qual a seu modo, com algumas premissas convergentes, mas intenções claramente distintas, escrevendo uma “mesma partitura sob claves diferentes”.
- Monografia / TCCDemocracia em xeque: a ilusão do poder popular?(2025) Rodrigues, José MiguelEste trabalho propõe uma análise filosófica sobre o conceito de democracia, abordando suas contradições históricas e os desafios enfrentados na contemporaneidade. A pesquisa parte da reflexão crítica apresentada por Jacques Rancière em sua obra (O ódio à Democracia), na qual o autor questiona a legitimidade das instituições democráticas e denuncia o surgimento de sentimentos antidemocráticos que não se dirigem às estruturas formais do poder, mas à própria ideia de igualdade e participação universal. A investigação adota uma abordagem qualitativa, com metodologia baseada na análise bibliográfica e documental centrando-se na leitura teórica da obra de Rancière e em textos complementares estudados ao longo da graduação. O objetivo é compreender por que a democracia, mesmo sendo alvo de críticas recorrentes, continua a ser considerada o modelo político mais aceitável, e como a filosofia pode contribuir para o fortalecimento de seus princípios fundamentais. A pesquisa também busca fomentar o debate acadêmico sobre o papel da filosofia na preservação da democracia, entendida não apenas como forma de governo, mas como um ideal ético e político que exige constante defesa e reinvenção.
- Artigo / TCCQue é isto: a linguagem como constituinte do mundo do Dasein, no parágrafo §34 de Ser e Tempo, de Martin Heidegger(2023) Gabriel, Micaela dos SantosEste artigo discute sobre as considerações heideggerianas da linguagem enquanto discurso no parágrafo 34 da obra Ser e Tempo de Martin Heidegger. A resposta que aqui se tenta levantar como um caminho possível é a de estabelecer por meio de uma abordagem fenomenológica e existencial da linguagem, proposta pelo autor, ao tratar do lugar ontológico desse fenômeno como aquilo que constitui o mundo do Dasein. O artigo se segue por um caminho onde relaciona de maneira breve o resgate de Heidegger sobre o lógos clássico dos gregos e o rompimento do autor com a abordagem tradicional dessa concepção, a abertura da interpretação do fenômeno do discurso e sua estrutura, até garantir a concepção do mesmo pelo seu lugar ontológico no interior da constituição do Dasein, sendo essa última a tese principal desse artigo.
- Artigo / TCCProcesso e leitura genealógica em “Delírio e transcendência” de “História da loucura na idade clássica”(2023) Freitas, Jonathan Nunes deO artigo procura estudar e articular da relação genealógica presente na obra do filósofo francês Michel Foucault: “História da Loucura na Idade Clássica” a partir de seu sétimo capítulo intitulado de “Delírio e transcendência”. A questão principal contida nesta pesquisa esta no referencial bibliográfico, a partir dos levantamentos históricos – arqueologia da loucura – feitos pelo filósofo é possível por meio de uma perspectiva panorâmica de seus escritos delinear uma genealogia da loucura? Dividindo-se em quatro sessões o artigo introduzirá a discussão do que será a genealogia foucaultiana, passando pelas principais produções do autor sobre a loucura, focando no sétimo capítulo e suas discussões. Concatenando nas possibilidades genealógicas contidas na obra de Foucault a partir de suas primeiras discussões.
- Artigo / TCCO tempo em Santo Agostinho(2023) Corrêa, Rodrigo VieiraO estudo aborda o Tempo em Santo Agostinho considerando ser um assunto de suma importância a fim de elucidar as concepções do tempo, se ele realmente existe, quando e como ele se passa e, se o homem consegue medi-lo. Para isso, será analisado o livro XI, Confissões de Santo Agostinho, pois é necessário refletir os ensinamentos deixados por ele e de pensar no tempo do homem como um regulador de sua existência. Para isso, o objetivo geral é analisar as concepções do tempo introduzidas por Santo Agostinho, tendo como objetivos específicos: discorrer sobre as principais características do tempo e refletir sobre as relações entre tempo, alma e eternidade. Como resultados, foi possível compreender que, o tempo é mutável, é uma realidade que foi criada desde o princípio, ele existe porque as coisas mudam, porém ele existe na consciência das pessoas e estão sujeitos à existência dos três momentos, passado, presente e futuro. O tempo passado é tudo aquilo que está presente na memória e que faz presente quando a pessoa está dando atenção aquele fato ou coisa, do mesmo modo que o tempo futuro é tudo aquilo que envolve uma expectativa para que aconteça, também se tornando presente no momento em que está se pensando ou sentindo. O tempo presente é o agora, mas mesmo ele não pode ser tão presente devido aos movimentos. Por fim, o tempo é precioso e não é eterno, então é preciso que as pessoas repensem em como estão vivendo hoje o tempo mutável e o tempo de Deus, pois tudo passa, até mesmo o tempo.
- Monografia / TCCContribuição à questão ontológica do pardo(2023) Olindo, Naslen Dáfini AlmeidaEste trabalho busca estender a ontologia negra de Frantz Fanon ao pardo brasileiro, posto que este é um ser negro, e só existe na medida em que é alienado. Demonstrando como o conceito que nasce a partir da tentativa do embranquecimento da população, é esvaziado de sentido ontológico e serve apenas para a manutenção da hierarquia racial em nosso país e para poder legitimar o mito da democracia racial. Denunciaremos como principal impacto do racismo, a distorção da identidade e do rompimento da ética moral do negro menos retinto. A partir de explanações de como se dá a formação da sociedade brasileira, que fora colonizada assim como as Pequenas Antilhas que Fanon analisa, pretendemos demonstrar a importância de compreender as estruturas sociais, apontando a necessidade da articulação da luta de classes com a luta antiopressiva como a única via para conseguir alcançar a emancipação e a libertação da população negra.
- Artigo / TCCA ética da alteridade em Emmanuel Lévinas: uma resposta ao pensamento totalitário ocidental(2023) Farias, Breno Júlio StopaEste artigo revisa o pensamento de Emmanuel Lévinas em uma busca de superação da visão ética ocidental. Dentro dessa problemática surge o seguinte questionamento: há possibilidade de se pensar em uma ética mesmo depois das tragédias que ocorreram no século XX? De forma mais específica o artigo buscará responder a seguinte pergunta: se o Outro é diferente do Eu, porque então tenho o direito de objetificá-lo? Existe superioridade nessa relação ética? Para isso o artigo trará um caminho a ser seguido, desde a origem do pensamento do filósofo, com as suas duras críticas ao pensamento ocidental, até o clímax de seu pensamento, que se dá no encontro do face a face.
- Artigo / TCCA angústia gerada pela finitude da perspectiva da mortalidade(2023) Silva, José Michel Lima daO presente artigo faz uma abordagem sobre uma pequena parte do Dasein de Heidegger em seu livro Ser e Tempo, uma pequena parte do conceito do existencialismo e a finitude do ser que está lançado no mundo, retratada no sentido da angústia do Ser-aí. Que se defronta com a mortalidade do ser. Gerando uma consciência do ser para a sua finitude de sua mortalidade do Ser-aí. Tomando para si esta angústia ôntica, de que ao ser gerada esta angústia do Ser-aí, constitui que, este é feito para o sofrimento, aflições e para a mortalidade deste ser que está sendo lançado no mundo constantemente em uma busca do preenchimento do ser que se lança.